Sergipe

13/08/2020 às 10h32

BMW apreendida em operação é transformada em viatura do Denarc

Redação Portal A8


O veículo será utilizado em grandes operações (Foto: SSP/SE)
Grandes operações de combate ao crime organizado e de cumprimento de mandados de prisão. Essas são as novas funções da BMW XR5, apreendida durante a operação Anúbis, deflagrada, no início deste ano, pela Polícia Civil de Sergipe nos estados de São Paulo, Pernambuco e Goiás para desarticular um grupo criminoso que atuava no tráfico de drogas, de armas de fogo, homicídios, roubos de cargas e outros crimes. 

O veículo, avaliado em R$ 450 mil, agora faz parte do Departamento de Narcóticos (Denarc). A partir da apreensão do veículo, a Polícia Civil de Sergipe solicitou ao Poder Judiciário que o veículo fosse concedido à instituição para ser transformado em viatura policial. O pedido foi aceito e, a partir de agora, as operações do Denarc contarão com um reforço especial em todo o estado. 
 

Operação Anúbis 

A operação foi deflagrada pelo Denarc e pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), na quarta-feira, 22 de janeiro. Nos estados de Pernambuco e São Paulo, a ação policial teve como objetivo cumpir quatro mandados de buscas domiciliar e dois de prisão contra integrantes de um grupo criminoso, que atuava com o tráfico de drogas e de armas de fogo, roubo de carga, homicídios, corrupção, agiotagem e fraudes de licitação.

Na ação policial, deflagrada, simultaneamente, nesses estados, foram localizados líderes do grupo criminoso. Um deles estava em uma casa de praia no litoral pernambucano, já o outro na cidade Itu (SP). Ambos entraram em confronto com os agentes, foram atingidos, socorridos, mas vieram a óbito. 

Parte da operação foi deflagrada em Goiás, em julho do ano passado. Na época, parte do grupo criminoso foi preso e transferido para Sergipe. A ação policial possibilitou que mais evidências fossem reunidas, o que também resultou na deflagração da ação policial em janeiro deste ano.

A operação foi batizada como Anúbis, nome do deus egípcio dos mortos, que guiava e conduzia a alma dos falecidos no submundo, era sempre representado com cabeça de chacal. O batismo da operação foi uma alusão ao quadro caótico de violência e mortes na sociedade gerado pelos crimes graves praticados pelos componentes da organização criminosa.