De rio a cloaca - Adiberto de Souza
Aterrar um trecho do rio Sergipe como deseja a Prefeitura de Aracaju será cometer um grave crime ecológico contra as futuras gerações. Na melhor das hipóteses, aquele corpo d`água poderá se transformar num canal pestilento, incapaz de receber o grande volume de água das chuvas que, represadas, causarão inundações imensuráveis na capital, particularmente no bairro 13 de Julho. Diferente do que afirmam os engenheiros do município, existem outras alternativas para conter a força da maré. Portanto, antes de querer simplesmente transformar o nosso rio num fétido Tietê, é mais prudente investigar as causas de sua revolta. Uma delas é justamente o forte assoreamento de seu canal, hoje com menos de dois metros de profundidade. Por que, então, em vez de decretar a morte do Sergipe com um absurdo e caro aterro, não se recorre à dragagem, como já aconteceu em 1957 e 1970. É uma medida paliativa, mas reduzirá a força das ondas que hoje açoitam a balaustrada da avenida Beira Mar, e dará tempo para se encontrar a uma solução menos traumática do que esse crime que a Prefeitura insiste em cometer contra o meio ambiente.
✅ Clique aqui para seguir o canal do Portal A8SE no WhatsApp
Mais vídeos
Confira os destaques do quadro ‘Direto de Brasília’ nesta sexta-feira (27)
Confiança estreou fora de casa e levou goleada do Sousa da Paraíba
Estudantes da rede municipal participaram de sessão de cinema do Projeto Curta-SE
Potencial energético de Sergipe foi um dos temas da reunião entre o governo e a Petrobras