Sergipe deflagra megaoperação contra grupo criminoso e cumpre dezenas de mandados
Ação da Polícia Civil mira organização envolvida com tráfico, homicídios e lavagem de dinheiro, com ramificações dentro e fora do estado
Uma grande ofensiva da Polícia Civil de Sergipe mobilizou equipes na manhã desta terça-feira (14), para desarticular uma organização criminosa com atuação em várias regiões do estado. Ao todo, cerca de 70 ordens judiciais foram executadas, entre mandados de prisão e outras medidas cautelares.
De acordo com as autoridades, todos os alvos foram localizados, inclusive aqueles que estavam fora de Sergipe. Durante a operação, foram recolhidos celulares, notebooks, quantias em dinheiro, veículos de alto padrão, além de armas e munições. Também houve bloqueio de contas bancárias e restrições sobre imóveis ligados aos investigados.
As ações ocorreram em Aracaju, São Cristóvão, Areia Branca e Tobias Barreto, além de cidades em outros estados, como Catanduvas (PR), Salvador, Santo Antônio de Jesus e Irecê, na Bahia.
Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha como base o conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão, mas expandia suas atividades para a Grande Aracaju, outras regiões sergipanas e até fora do estado.
As investigações começaram em dezembro de 2024, quando o líder da organização ainda estava no sistema prisional. Poucos dias depois, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu enquanto cumpria prisão domiciliar sob justificativa de tratamento de saúde. A fuga evidenciou a estrutura logística da quadrilha, que conseguiu dar suporte à movimentação do investigado por diversos estados do país.
Ainda conforme a apuração, o suspeito percorreu estados como Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, até ser recapturado no Paraná, próximo à fronteira com o Paraguai, após um trabalho integrado de inteligência. Atualmente, ele está custodiado em uma unidade do sistema penitenciário federal.
As investigações também apontaram a participação de profissionais que atuariam para beneficiar o grupo, incluindo uma advogada, um médico e um fisioterapeuta. Eles são suspeitos de fraudar documentos e laudos com o objetivo de garantir vantagens judiciais aos integrantes, como concessão de prisão domiciliar.
Outro ponto revelado foi o envolvimento de um agente público. Um policial civil é investigado por repassar informações sigilosas e até organizar deslocamentos para o líder da organização enquanto ele ainda estava em Sergipe.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo tinha como principais atividades o tráfico de drogas e a execução de homicídios, utilizando esquemas de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros ilícitos. O comando da organização teria sido assumido pelo atual líder após a morte de seus irmãos em confrontos policiais registrados em Sergipe e na Bahia.
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