Sergipe

01/09/2020 às 17h22

Caso Sabrina: na audiência, confissão do crime é confirmada e defesa pede liberdade

Redação Portal A8

Acabou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira audiência sobre o assassinato de Sabrina Silva Lima Gonçalves, morta na porta da academia do conjunto Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro. Na audiência, foi exposto que o réu, ex-companheiro da vítima, Samuel dos Santos, confessou ser o autor do crime - conforme interrogatório - e defesa pede a liberdade.

A equipe de reportagem do portal A8SE acompanhou toda a audiência, onde foram ouvidas as testemunhas do Ministério Pública e da defesa de Samuel dos Santos – as que não compareceram ou não encontradas foram dispensadas.

De acordo com as informações passadas pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Socorro, Marcel Maia Montalvão, no interrogatório o réu já havia confessado o crime. Ainda nesta audiência, a defesa pediu a liberdade de Samuel dos Santos.

Próximos passos

Segundo o juiz, o próximo passo do processo é aguardar o Ministério Público apresentar as razões finais. “É a última parte dele agora e vai dizer suas impressões sobre o caso e se acha que ele deve ser levado ou não ao julgamento no júri. Vai também dizer se concorda com o pedido de liberdade ou não”, explicou o magistrado.

Depois da manifestação do Ministério Público, o juiz vai receber o conteúdo no processo para decidir pela soltura ou não. Logo em seguida, é encaminhado para defesa fazer as razões finais.

Com todo o andamento, nessas etapas, o processo volta para o juiz decidir se Samuel será pronunciado ou não. “Ou seja, se vou mandá-lo para o júri ou não”, frisa o magistrado da 1ª Vara Criminal.

Recurso

Vale destacar que, a decisão da 1ª Vara, pode caber recurso no Tribunal de Justiça de Sergipe e no superior – tanto pelo Ministério Público como pela defesa, se quiserem.

“Se eu mandar ao júri e não houver recurso, ou se houver, e os tribunais mantiverem a minha decisão, eu já poderia marcar a data do júri. A qual dependerá da pauta de outros júris já marcados antes”, concluiu o juiz Marcel Maia Montalvão para o A8SE.