Sergipe

31/08/2020 às 10h47

Pacientes pedem a realização de cirurgias oncológicas no Hospital Universitário

Redação Portal A8

Pacientes protestam pela não realização de cirurgias oncológicas no HU
Na manhã desta segunda- feira (31), sete pacientes oncológicas estiveram reunidas em frente ao Hospital Universitário (HU), localizado no Bairro Santo Antônio, zona Norte de Aracaju, sem aglomerações, devido à pandemia da Covid 19. O motivo é a não realização de cirurgias oncológicas, devido a falta de anestésicos e leitos utilizados como UTI, que ainda não foram esvaziados. 

De acordo com uma das participantes do movimento, Tereza Cristina, a mãe dela tem 74 anos e foi diagnosticada com câncer de pâncreas, em março deste ano, e só foi internada em agosto, por conta da Covid 19, quando apresentou uma perda de 25 kg. Na última sexta- feira (28), a paciente passou por uma avaliação de um anestesiologista, e no sábado (29), um médico informou que a cirurgia não poderia ser realizada, por falta de anestésicos. Ainda de acordo com a participante, as atividades no HU retornam a partir de setembro.

Já a paciente Azidete Brandão realizou as quimioterapias e aguarda a realização da cirurgia de mama, para que possa dar prosseguimento ao tratamento radioterápico, porém são informadas que o HU não está habilitado à realizar cirurgias oncológicas.

Por meio de nota, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), informou que ainda não tem habilitação para realizar cirurgias oncológicas, o que vem sendo amplamente discutido com órgãos como a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju. Por se tratar de um hospital de ensino, limita-se, por enquanto, a realizar as cirurgias oncológicas que estão dentro da margem acadêmica.

Além disso, de uma forma geral, as internações e realizações de cirurgias foram reduzidas pelo risco da Covid-19 em todos os hospitais do mundo. No Brasil e em Sergipe não seria diferente. Dentro das novas normativas e quantitativos estabelecidos, a decisão e indicação das cirurgias no hospital continuam sendo dos médicos assistentes, os quais devem ser procurados para análise de cada caso e verificação de sua viabilidade ou não nesse momento.