Sergipe

28/03/2020 às 08h07

Comitê de Operação de Emergência norteia ações da Prefeitura contra à covid-19

Agência Aracaju de Notícias

Reunido diariamente, o Comitê de Operação de Emergência (COE), da Prefeitura de Aracaju, é uma ferramenta essencial para a tomada de decisão da a administração municipal para conter o avanço do novo corona vírus na capital sergipana.

Presidido pelo prefeito Edvaldo Nogueira e pela secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, o COE conta com representantes de diversas secretarias e órgãos municipais, os quais, reunidos, analisam o cenário diário da propagação do vírus e adotam as ações de enfrentamento a covid-19.

“É uma equipe formada por secretários e representantes dos setores operantes da Prefeitura, que tem conduzido as ações de combate e que me auxilia na tomada de decisões”, diz Edvaldo Nogueira.

Para o prefeito, assim como é feito com o Comitê de Gerenciamento de Crise, no COE há a análise daquilo que já está sendo colocado em prática e o ajuste das medidas, além da ampliação das ações, quando necessário.

“Mais do que um órgão consultivo, ele é a Prefeitura operacionalizada para o enfrentamento ao coronavírus. Uma verdadeira força-tarefa, que tem dado muito certo”, afirma o prefeito.

De acordo com a secretária da Saúde, o órgão tem, de fato, importante função para a tomada de decisão. “Porque ele [o COE] analisa diariamente o próprio avanço da doença, já que os cenários são muito variáveis, e ajuda a tomar decisões imediatas”, justifica a secretária.

Segundo Waneska, essa atuação é fundamental diante das previsões de que, pelo menos, 50% da população vai adoecer, contaminada pelo coronavírus. “E o que a gente quer é que esse adoecimento aconteça de maneira menos acelerada e que nosso sistema de saúde, tanto público quando privado, consiga suportar as necessidades”, afirma.

“Então, diariamente, propomos novas estratégias que possam ter impacto na redução do adoecimento da população de Aracaju”, completa Waneska. Essa redução pode alargar a curva de transmissão ou, simplesmente, desacelerar a disseminação do vírus.

Segundo Waneska, por ser uma doença nova, que ainda está em fase de conhecimento e com uma transmissibilidade muito grande, há a necessidade de não se perder tempo na tomada de decisões.

“Por isso, é necessário que diariamente a gente sente para analisar os impactos das medidas e, em longo prazo, estender o período de transmissão e dar suporte a quem for adoecendo, já que o coronavírus tem uma capacidade de adoecimento muito rápido, exponencial”, reitera.

Ela explica que cada medida adotada pelo poder público municipal tem um impacto em torno de 15 dias. “A gente não pode esperar, a gente precisa tomar a medida antecipadamente para que no momento de pico a gente possa achatar essa curva”, reforça.

O Comitê é composto por representantes das Secretarias Municipais do Governo (Segov), Comunicação (Secom), Educação (Semed), Assistência Social, Fazenda (Semfaz) e Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), além da Superintendência de Transportes e Trânsito e da Procuradoria Geral.

“São várias Secretarias com o intuito de que cada uma, em sua área, faça análises e subsidie o prefeito a tomar decisões para realmente conter o avanço da epidemia”, resume Waneska Barboza.

Gerenciamento de Crises
A Prefeitura de Aracaju mantém um Comitê de Gerenciamento de Crises permanente desde 2017. Trata-se de um grupo de operações de emergência, que atua, por exemplo, em épocas de chuvas. Esse Comitê permanente é presidio pela Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania e também reúne diversas outras secretarias e órgãos municipais.


Fonte: Agência Aracaju de Notícias