Sergipe

15/10/2019 às 13h06

Ibama esclarece uso de barreiras de contenção na foz do Rio São Francisco

Assessoria de Comunicação do Ibama

O Ibama publicou, na manhã dessa terça-feira (15), uma nota informativa sobre o uso de barreiras de contenção na foz do Rio São Francisco. De acordo com o Instituo, apesar do destaque dado para essa proposta como forma de impedir que o óleo continue se alastrando e contaminando áreas litorâneas sensíveis, a medida pode não alcançar a eficácia pretendida.

Como foi informado através da nota informativa publicada, as barreiras de contenção são compostas por uma parte flutuante e outra submersa, chamada saia, que tem a função de conter o óleo superficial (substância com densidade menor que a da água), mas o poluente que atinge o nordeste do país se concentra em camada sub-superficial. Além disso, barreiras de contenção geralmente são eficazes em correntes com velocidades de até um nó, o equivalente a uma milha náutica por hora. A vazão dos rios é muito superior a essa capacidade.

Em relação a possibilidade das manchas de óleo chegaram aos manguezais, a nota informa que nessa caso, quando o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger esses pontos sensíveis. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente.

O Ibama requisitou à Petrobras, mediante ressarcimento, a disponibilização do equipamento. Mais de 200 metros de barreiras estão em Aracaju à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção.

O Ibama e a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) também elaboraram uma lista de locais a serem priorizados em ações de proteção, desde 2 de setembro de 2019, o Ibama realiza vistorias diárias em praias do litoral nordestino para acompanhar a situação da área afetada.


Fonte: Assessoria de Comunicação do Ibama