Médico Kelso Passos promove dia de conscientização sobre endometriose em Aracaju
Programação acontece dia 21 de março, das 11h às 18h, e integra as ações do Mês da Mulher no Shopping RioMar
Como parte da campanha Março Amarelo, dedicada à conscientização sobre a endometriose, o especialista Dr. Kelso Passos promove em Aracaju um dia especial de informação e orientação sobre a doença.
A programação acontece no dia 21 de março, das 11h às 18h, no Coworking Sustentável IJCPM do Shopping RioMar, localizado no primeiro piso ao lado da Kalunga, e integra as ações do Mês da Mulher no empreendimento.
Durante todo o dia, uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento da endometriose estará disponível para conversar com o público, esclarecer dúvidas e ampliar o debate sobre a importância do diagnóstico precoce. A iniciativa busca alertar mulheres sobre sintomas que muitas vezes são naturalizados e acabam atrasando o início do tratamento adequado.
Referência no tratamento da doença em Sergipe e no país, o Dr. Kelso Passos destaca que um dos maiores desafios ainda é a forma como a dor feminina é encarada socialmente. “A dor incapacitante, que impede a mulher de trabalhar ou estudar, não é normal. Quando a dor paralisa, precisamos investigar”, afirma o especialista.
Segundo ele, a campanha Março Amarelo tem como objetivo ampliar a informação e incentivar que mais mulheres procurem avaliação médica. “Dor intensa não é frescura. Informação é o primeiro passo para transformar sofrimento em tratamento”, reforça.
Durante a ação, alunos do curso de Enfermagem da Estácio também irão apoiar a atividade oferecendo serviços gratuitos de aferição de pressão arterial e glicemia para o público presente.
Sobre a Endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pelo crescimento de células ou estroma do endométrio fora do útero, podendo atingir ovários, intestino e outros órgãos. Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, dor para evacuar, dor para urinar e dificuldade para engravidar.
Segundo o especialista, a dor profunda durante a relação sexual (dispareunia) é um dos sinais clássicos da doença e ainda pouco relatado por constrangimento. “Muitas mulheres silenciam esse sintoma por vergonha. Isso contribui para o atraso no diagnóstico.”
Estudos mostram que mulheres podem levar anos até receber o diagnóstico correto. Para o Dr. Kelso, isso acontece por dois fatores principais: a cultura de naturalização da dor e a necessidade de avaliação especializada.
“Existe uma cultura de que cólica forte é normal. Não é! Além disso, a doença pode se manifestar de formas variadas e em diferentes estágios da vida da mulher. É preciso um olhar treinado para suspeitar e investigar corretamente.”
Fonte: Assessoria de Imprensa
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