Sergipe

29/10/2018 às 18h48

Dermatologista do Huse alerta para os cuidados com Psoríase

Ascom/SES

Nesta segunda-feira (29), é o Dia Mundial da Psoríase, uma doença autoimune, não transmissível e que causa lesão na pele com descamação e vermelhidão. No Hospital de

Foto: Ascom/SES
Urgência de Sergipe (Huse) a dermatologista Dra Vanessa Freire, faz um alerta para conscientizar as pessoas sobre o que é a doença, sintomas e como tratar. 

“A doença é relativamente comum e não é contagiosa. Sua causa é desconhecida, mas se sabe que pode estar relacionada ao sistema imunológico, as interações com o meio ambiente, ao estresse e à suscetibilidade genética. O quadro clínico é cíclico, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. É relativamente frequente a associação de psoríase com outras doenças como a artrite psoriática e doenças cardiometabolicas", explicou a médica. 

A lesão é inflamatória e acontece pela dilatação dos vasos sanguíneos levando a uma mancha vermelha. A psoríase não é uma doença com cura, mas é possível controlar os pacientes em relação à sua manifestação clínica. Alguns fatores que podem desencadear em psoríase, são: infecção de garganta e pele, variações climáticas, fumo, consumo excessivo de álcool, medicamentos, como alguns prescritos para transtorno bipolar, pressão alta e malária, alterações bioquímicas e estresse. 

Existem inúmeros tipos de doenças de pele com sintomas parecidos, por isso, é muito importante se informar e conhecer cada uma delas para que as chances de chegar ao diagnóstico correto seja rápido. Segundo dados da entidade Psoríase Brasil, atualmente, aproximadamente 1,3% dos brasileiros são atingidos pela doença. Isso representa um número aproximado de 2 milhões e meio de pessoas com a dermatose. 

Por mais que a doença não tenha cura e também não se conheça uma forma efetiva de preveni-la, há tratamento e modos de controlar a reincidência e vai depender do tipo de psoríase que ataca o paciente. São três opções de tratamento como o tópico (cremes e pomadas), o sistêmico (medicamentos via oral ou injetável) ou a fototerapia.


Fonte: Ascom/SES