Sergipe

08/06/2017 às 17h05

Picadas de escorpião são a maior causa de atendimentos no HUSE

Com informações da Secretaria de Estado da Saúde

Sergipe tem registrado avanço no tratamento de pacientes com intoxicação e acidentados por animais peçonhentos. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), notificou mais de 600 pessoas nestas situações.

No ano passado, o Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox), localizado no Huse, registrou mais de 3.800 atendimentos. Desses, mais de 1.500 foram inseridos na categoria denominada drogas de abuso, que compreendeu em 40% os casos provenientes de uso abusivo de bebidas alcoólicas, além de alguns casos relacionados à ingestão excessiva de remédios.

De acordo com o coordenador do Ciatox, Antônio Venâncio, é de extrema importância reconhecer os sintomas ainda no local do acidente, para que os cuidados necessários sejam administrados da melhor forma possível. “Caso a pessoa tenha ingerido algum medicamento, ou tenha sido picado por algum animal peçonhento, é de grande importância que ele leve esse agente causador até a unidade de saúde para identificação, para que o tratamento seja correto e feito com rapidez”, declarou Venâncio.

Em Sergipe, segundo estatísticas do Centro, em 2016 a maior parte dos casos de acidentes por animais peçonhentos se deu por picada de escorpiões e aconteceram em residências. As principais vítimas são donas de casa que, ao realizarem tarefas domésticas, acabam sendo picadas por esses animais. Nesse caso, nenhum procedimento caseiro deve ser realizado, a exemplo de torniquetes, uso de álcool no local da picada ou até mesmo sucção do ferimento na tentativa de retirar o veneno. O paciente deve procurar a unidade de saúde mais próxima.

Por outro lado, os pais devem evitar ao máximo o contato de crianças com produtos químicos, entre eles remédios, produtos de limpeza e de higiene pessoal. “Já recebemos no Huse crianças afetadas pelos mais diversos tipos de toxicantes. É importante que os pais deixem esses materiais sempre em ambientes fechados com chave ou fora do alcance dos filhos. Somente a prevenção pode evitar acidentes dessa natureza”, ressaltou o coordenador.

 

O que fazer?

Além de contar com a orientação e o atendimento oferecido pelas equipes do Samu através do 192, o cidadão que estiver diante de uma problemática relacionada à intoxicação pode entrar em contato com o Ciatox através do 0800 722 6001. A ligação é gratuita, com atendimento 24 horas. Na ligação serão passadas as primeiras recomendações que devem anteceder o encaminhamento do paciente para a unidade de saúde mais próxima.


Fonte: Com informações da Secretaria de Estado da Saúde