Sergipe

25/03/2010 às 11h55

SSP detalha operação que culminou com prisões de representantes do PCC

Redação Portal A8

O superintendente da Polícia Civil, João Batista Santos Júnior, o diretor do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Thiago Leandro, e a diretora do Departamento de Narcóticos, Aliete Melo, estiveram no auditório da Academia de Polícia Civil (Acadepol) na manhã desta quinta-feira, 25, para participar de uma coletiva à imprensa, onde foi detalhado o trabalho policial que culminou nesta quarta-feira, 24, com a prisão de quatro traficantes e a morte de mais dois criminosos após uma troca de tiros com policiais civis e militares.

A ação policial aconteceu após a polícia interceptar entre os municípios de Itabaiana e Ribeirópolis dois representantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Sergipe, Jaedson Barbosa da Silva, conhecido como ‘Irmão Xaropinho`, e Erivaldo de Oliveira Filho, vulgo ‘Irmão Pet`, que iriam assaltar um empresário na cidade de Ribeirópolis. "Eles não se intimidaram e reagiram à prisão atirando contra os policiais. Os dois acabaram alvejados e conduzidos ao Hospital Garcia Moreno, em Itabaiana, onde faleceram", explicou Aliete Melo.

Em Aracaju, no bairro Cidade Nova, a polícia prendeu José Domingos Alves Souza de Freitas, 26 anos, conhecido como ‘Irmão Vida Louca` ou ‘Zé Murituba`, que estava em liberdade condicional, e os fugitivos do presídio Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória, José Adriano dos Santos Oliveira, 23, o ‘irmão Macaco` ou ‘Dorindo`, Nailton Ferreira, 23 anos, vulgo ‘Irmão Cigano` ou ‘Ita` e Marcos Martins dos Santos, 29, o ‘Irmão Jeguinho`. Eles escaparam do sistema prisional no dia 10 de fevereiro deste ano.

Durante a coletiva, João Batista fez questão de salientar que as forças policiais de Sergipe estão em sintonia e com o trabalho incansável da Divisão de Inteligência Policial (Dipol) estão atentos e prontos para antecipar as ações de organizações criminosas no Estado. "Estamos em constante vigília com a nossa divisão de inteligência para evitar que representantes de organizações criminosas se instalem em nosso Estado. Infelizmente não podemos conter definitivamente essas atividades criminosas, pois eles insistem em difundir as ações que partem de facções de São Paulo e do Rio de Janeiro", destacou Batista.

A delegada Aliete Melo informou que os representantes sergipanos da facção paulista eram os responsáveis por receber drogas e armas enviadas de São Paulo, além de cooptar pelo menos dois novos integrantes por mês no Estado. Ainda de acordo com a delegada, eles vinham, também, realizando assaltos em Aracaju e no interior do Estado. Com os acusados foram apreendidos três revólveres, várias munições intactas e deflagradas, seis celulares, carteiras porta-cédula, estatutos do PCC e cerca de um quilo de cocaína.

A operação foi desencadeada por policiais Departamento de Narcóticos (Denarc), Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE) Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol).

Ameaças

Durante a coletiva foi confirmado que os representantes do PCC sergipano estavam planejando atentar contra a vida do comandante do Policiamento Militar da Capital (CPMC), coronel Mauricio Yunes, e de delegados. "Durante os nossos levantamentos comprovamos que o grupo planejava atentar contra a vida do coronel Yunes, que é um homem atuante e está nas ruas combatendo a criminalidade, além de delegados. Nós profissionais de segurança pública estamos acostumados com esse tipo de ameaça e para isso tomamos precauções", finalizou João Batista.


Fonte: SSP/ Sergipe