Advogado afirma presença de DNA masculino no corpo de Danielle Barreto e SSP reforça sigilo de laudos periciais
A SSP divulgou nota ressaltando que os laudos e exames periciais são sigilosos e têm uso exclusivo para fins de investigação criminal
O caso da morte da médica Daniela Barreto, ganhou novos desdobramentos nesta semana após declarações do advogado de defesa Fábio Trindade. Em falas cedidas à imprensa, ele confirmou que teve acesso ao laudo do Instituto Médico Legal (IML), que aponta a presença de DNA masculino nos órgãos genitais da vítima.
Segundo o advogado, foram identificados dois perfis diferentes de material genético. Embora não haja mais células vivas de espermatozoides, o exame apontou resquícios de DNA, o que pode indicar contato sexual ocorrido até sete dias antes da morte.
Ele explicou que a ausência de espermatozoides vivos impede a definição do momento exato em que ocorreu a relação, o que abre diversas linhas de investigação.
O advogado também destacou que todos os homens que tiveram contato com a vítima no período indicado pelo laudo deverão ser submetidos a confronto genético.
Após repercussão nas redes sociais, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) divulgou neste sexta-feira (26) uma nota nota ressaltando que os laudos e exames periciais relacionados ao caso são sigilosos e têm uso exclusivo para fins de investigação criminal. O material é compartilhado apenas entre a perícia, a autoridade policial e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A SSP lembrou que a divulgação indevida desses documentos pode gerar responsabilização administrativa e criminal, com base no Código Penal e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
“Todos os laudos e materiais periciais permanecerão sob sigilo até a conclusão do inquérito policial. Ao término das investigações, novas informações poderão ser divulgadas sem prejuízo ao andamento do caso”, informou a pasta.
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