Criança de quatro anos morre após ser espancada em São Cristóvão; padrasto é o principal suspeito
A polícia abriu um inquérito para apurar o caso
O caso aconteceu nesta segunda-feira (24), no povoado Aldeia Nova, em São Cristóvão. Uma garota, identificada como Joicy Vitória Santana, de apenas quatro anos, morreu após apresentar lesões e hemorragia pelo corpo. O principal suspeito da violência é o padrasto.
De acordo com as informações passadas pela avó da vítima à polícia e ao Conselho Tutelar, ela teria recebido uma ligação da filha, mãe da garota, informando que há cerca de 15 dias a menina teria sofrido uma queda do sofá e reclamava de dores. Com os olhos inchados, ferimento no lábio e dificuldade para respirar, foi encaminhada ao Hospital Senhor dos Passos, na cidade da Grande Aracaju, no último domingo (23). No local, a equipe médica constatou que Joicy também apresentava sinais de hemorragia interna, e foi transferida para o Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), onde ficou internada na UTI. Infelizmente, ela não resistiu e faleceu nesta segunda-feira, por volta das 6h.
Com a suspeita de agressões, a tia da vítima e equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar, foram até a residência onde a menina morava - junto com dois irmãos, a mãe e o padrasto.
Na residência, a mãe das crianças recebeu a equipe. "Sem demonstrar nenhum tipo de sentimento, além de frieza e indiferença em relação ao estado de saúde da criança, continuou nos dizendo que havia sido apenas uma queda no sofá", detalhou a PM. Ao ser questionada sobre o esposo, ela disse que estava no banheiro, mas ele não foi encontrado.
Durante o relato da avó aos agentes, a tia de Joicy, que estava no momento, falou que a criança sofria agressões frequentes do padrasto. Inclusive, um dos irmãos da menina, com muito medo, confirmou que a garota caiu do sofá e começou a chorar, para que ela parasse com o choro, o padrasto deu uma surra nela. "As agressões sucederam por dias, pois como estava com dor, a mãe medicava a menina, porém, quando o efeito do remédio terminava, ela voltava a chorar, recebendo, assim, mais agressões [...] A rotina na residência era um verdadeiro terror”, pontuou a polícia.
A polícia abriu um inquérito para apurar o caso. Informações podem ser repassadas ao Disque-Denúncia – 181.
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