UFS promove seminário sobre combate à violência sexual infantil em Sergipe

O encontro será realizado no dia 15 de maio, a partir das 8h30, no Campus São Cristóvão

Por Redação do Portal A8SE, com informações da Assessoria de Comunicação 12/05/2026 15h40
UFS promove seminário sobre combate à violência sexual infantil em Sergipe

Para marcar um ano de atuação da Campanha Zero Gravidez na Infância em Sergipe, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) promoverá um encontro na próxima sexta-feira (15), para discutir os meios de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

O seminário será realizado a partir das 8h30, no Auditório Libório Firmo (Reitoria da UFS), no Campus São Cristóvão. As inscrições podem ser realizadas por meio do SIGAA.

Neste ano, a campanha cria o Selo Zero Gravidez na Infância, reconhecimento concedido aos municípios sergipanos que não registraram casos de gravidez em meninas menores de 14 anos no biênio 2024-2025.

Além disso, será lançado o curso EAD AmparElas, desenvolvido em parceria entre a UFS, Secretaria Estadual de Saúde, Movimento Popular de Saúde e ONG BLOCO A, voltado à qualificação de profissionais e agentes da rede de proteção.

A programação contará com acolhimento cultural, mesa de abertura sobre os 58 anos da UFS, apresentação do panorama da campanha em Sergipe, lançamento do curso AmparElas, entrega do selo aos municípios e panfletagem da campanha no campus universitário.

De acordo com a organização, a meta é alcançar a marca de zero casos de gravidez na infância no estado até 2030, reforçando o enfrentamento à violência sexual contra meninas e a proteção dos projetos de vida de menores de idade, especialmente meninas pretas, pardas e indígenas.

Campanha

Criada em 2025, a campanha surgiu a partir do monitoramento realizado pelo Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Sergipe (CEPMMIF), que identificou, somente em 2024, o registro de 183 meninas menores de 14 anos que se tornaram mães no estado.

A legislação brasileira define que toda gravidez nessa faixa etária é considerada resultado de violência sexual presumida. A iniciativa reúne instituições públicas, movimentos sociais e profissionais da rede de proteção em articulação com o Projeto Faça Bonito.

Ao longo do último ano, a campanha realizou ações de comunicação social, seminários, palestras, reuniões técnicas e formações continuadas para fortalecer a atuação da rede de proteção e ampliar o debate público sobre a desnormalização da gravidez na infância.

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