Testes identificam maior contaminação de jovens em Sergipe
Mais de 13,1% dos casos confirmados, desde o início da pandemia da covid-19 em Sergipe, são de idosos, principalmente a partir dos 60 anos. Com a vacinação desse grupo, a expectativa é que a taxa diminua ainda mais. Por outro lado, o atual cenário traz preocupações, é que com a mutação do coronavírus, os jovens estão sendo mais infectados e a necessidade de internamento cresce.
Nesta sexta-feira, 9 o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), informou que os diagnósticos entre o público na faixa etária de 20 a 49 anos de idade vem aumentando. Segundo estatísticas do sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) do Lacen, no período de janeiro a março de 2021, os grupos de pessoas com maior evolução que contraíram o vírus estão concentrados na faixa etária de 20 a 29 anos (11.463), de 30 a 39 anos (12.637) e 40 a 49 anos (10.389).
Para se ter uma ideia, somados os três grupos de idade com maior carga viral, 53% são homens e 34% correspondem ao público feminino no início do ano de 2021, diferentemente do padrão observado em 2020 onde a maior incidência era em pacientes do sexo feminino.
O superintendente do Laboratório Central, farmacêutico bioquímico, Cliomar Alves, explicou que a mudança está associada às mutações do Sars-CoV-2.
“O vírus vem passando por diversas alterações em seu RNA e esse fato contribuiu para a ampliação do seu poder de contágio entre as pessoas nesses três meses de 2021”, observa acrescentando que, com as variantes de interesse P1, P2 e da variante inglesa (B.1.1.7) em Sergipe, o público mais jovem, vem sofrendo um maior impacto com os sintomas da Covid-19.
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