Sergipe registra 1.076 vagas formais em outubro e mercado de trabalho ganha perfil mais jovem e diverso
Estado ultrapassa 358 mil trabalhadores com carteira assinada; mulheres, jovens e população preta e parda ampliam participação
Sergipe encerrou outubro de 2025 com saldo positivo de 1.076 novos empregos formais, segundo dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado soma agora 358.460 trabalhadores com carteira assinada. A análise do Observatório do Trabalho aponta também mudanças no perfil de quem está entrando no mercado: mais jovens, mais mulheres e mais diversidade racial.
No recorte dos últimos 12 meses, Sergipe acumulou 15.299 vagas e registrou crescimento de 4,46% no estoque de empregos, desempenho que colocou o estado entre os cinco melhores do país. Só em 2025, já são 15.784 novos postos.
O setor de Serviços puxou o resultado de outubro, com 390 vagas. Em seguida vieram a Construção Civil (383), o Comércio (174), a Agropecuária (73) e a Indústria (56).
O governo atribui o cenário a fatores como estabilidade fiscal, investimentos em infraestrutura, crescimento do turismo e ações para atrair empresas. Entre 2023 e outubro de 2025, R$ 1,7 bilhão em investimentos privados foram anunciados. A nota A na Capag, concedida pelo Tesouro Nacional, e índices mais altos de segurança pública também são citados como reforço ao ambiente econômico local.
Participação feminina, juventude e diversidade
Entre os grupos que mais avançaram nas novas contratações estão as mulheres, que responderam por 43,03% das vagas abertas no mês , um crescimento em relação ao mesmo período de 2024. A presença masculina continua maior, mas a diferença vem reduzindo.
Os jovens seguem dominando as oportunidades: quase 90% das vagas criadas em outubro foram preenchidas por pessoas de 18 a 24 anos. A faixa de 30 a 39 anos aparece em seguida.
O Programa Primeiro Emprego (PPE), voltado a jovens de 18 a 29 anos, segue como uma das principais portas de entrada para o mercado formal. De acordo com o governo, mais de 45% dos participantes já conseguiram o primeiro registro na carteira.
A diversidade racial também se reflete nos números do Caged: trabalhadores pardos e pretos somam 79,7% das novas contratações. Pessoas com ensino médio completo responderam por cerca de 70% das vagas.
Para o secretário do Trabalho, Jorge Teles, os dados mostram um mercado em mudança. Segundo ele, a ampliação de oportunidades para jovens, mulheres e população parda e preta indica “um cenário mais equilibrado” no estado.
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