"Sai pedindo alimento para que meus filhos não passem fome”, diz mulher com ponto comercial destruído

A empresa municipal negou que danificou os materiais de trabalho da comerciante

Por Redação do Portal A8SE 16/08/2023 12h19
"Sai pedindo alimento para que meus filhos não passem fome”, diz mulher com ponto comercial destruído
Foto: Acervo Pessoal

Na manhã desta quarta-feira (16), a Redação do Portal A8SE recebeu uma denúncia de uma aracajuana que comercializava há 14 anos, na região da Orla de Atalaia, Zona Sul de Aracaju.

Adriana Moura relata que teve seu material e meio de trabalho arrancados pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), além de sofrer ofensas verbais pelos agentes que realizam a ação no local.

Devido a essa atividade, a comerciária, que é mãe de quatro filhos, ficou sem o seu meio de renda. "Eu fiquei sem meu meio de trabalho e as coisas em casa começaram a apertar. Precisei sair de porta em porta pedindo alimento para que meus filhos não passassem fome", explicou Adriana.

Ainda segundo ela, a solicitação para receber a liberação de vender na praia foi realizada algumas vezes na sede da instituição, nos anos de 2013 e 2017. Em ambas as situações, a mulher afirma não ter recebido resposta por parte da empresa.

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Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução

"Eu pedi a solicitação de espaço em 2013 e continuei exercendo o meu trabalho porque eu já trabalhava desde 2009 e eles não me deram resposta. Em 2017, eu fui à Emsurb com o protocolo de 2013 , quando me disseram que ele não era mais válido, rasgando o de 2013 e entregando o de 2017", explicou a comerciante ao A8SE.

Para resolver a situação, ela também realizou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, local em que foi aconselhada a dar entrada na Justiça pela ação da empresa municipal.

Em nota, a Emsurb negou a ação truculenta dos fiscais da Diretoria de Orlas e Parques (Diropa) no local. Eles esclarecem que duas ações foram protocoladas. "Uma delas em 2017, quando a Orla da Atalaia ainda não estava sob a gestão da Prefeitura de Aracaju. Já a segunda foi registrada em julho deste ano e que, conforme a Diropa, permanece em processo de análise", diz Moura.

E finaliza. "Para a retirada de comércio irregular em regiões de praias, o procedimento adotado, através Diropa, envolve primeiro a notificação e, posteriormente, caso o proprietário permaneça no local, é feita a retirada sem causar danos às estruturas que é devolvida ao proprietário".

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