Sergipe

Quebra de contrato atrasa construção de museu

O "Museu do Mangue" deveria ser inaugurado neste mês de dezembro. As obras foram suspensas porque a empresa que ganhou a licitação não cumpriu o contrato. A previsão, agora, é que o Museu somente abra as portas para público em julho de 2009

30/09/2015 18h59
Quebra de contrato atrasa construção de museu
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O “Museu do Mangue” que deveria ter sido inaugurado pela Prefeitura Municipal de Aracaju neste mês de dezembro só deverá ser concluído em julho deste ano. O atraso das obras encontra justificativa num problema que vem ganhando proporção dentro da administração e que já respinga em diversas outras obras públicas: a quebra de contrato por parte das empresas vencedoras das licitações.

O secretário municipal de Planejamento, Ducival Santana, explica que a empresa responsável pela obra não cumpriu o contrato. “ O que vem ocorrendo é que para ganhar a licitação, algumas empresas apresentam orçamentos baixos e acabam não tendo fôlego financeiro para concluir o serviço. Resultado, abandonam a obra”, disse o Secretário ao ressaltar que a PMA já fez uma nova licitação e que as  obras deverão ser retomadas nesse mês de janeiro.

Museu do Mangue

 O projeto está sendo erguido na avenida Desembargador Antônio Góis, no bairro Coroa do Meio, onde está localizada a Maré do Apicum. A área foi escolhida por ter expressiva presença de mangue e ter sido alvo, num passado recente, de um intenso processo de degradação, provocado pela ocupação desordenada do local.

“Pensando no meio ambiente, a Prefeitura criou a avenida Antônio Góis margeando o mangue justamente para estabelecer um limite e impedir novas invasões naquela área. Além disso, decidimos construir o Museu do Mangue com o objetivo de trabalhar a educação ambiental na região e, dessa maneira, estimular a consciência ecológica nas pessoas”, explicou o secretário municipal de Planejamento.

O projeto do Museu do Mangue contempla a construção de um horto para a recuperação da área de restinga, dois atracadouros, decks, viveiro para a produção de mudas, laboratórios de pesquisa, estacionamento para carros de passeio e ônibus de turismo e espaços para a realização de oficinas, palestras, exibição de vídeos e exposições. A proposta arquitetônica reúne características regionalistas e prevê a utilização de materiais de reflorestamento integrados à paisagem natural.

A estrutura servirá como fomentadora de pesquisas sobre preservação e recuperação de manguezais, uma vez que lá será instalado o Posto Avançado de Pesquisas Científicas, que vai reunir diversas instituições fomentadoras, a exemplo do Ibama e da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O local também será um ponto de atração turística diferenciado, oferecendo trilhas sobre passarelas, degustação de comidas típicas, passeios contemplativos, competições, etc. 

Tudo isso sem falar na contenção da invasão e degradação da Coroa do Meio; da educação ambiental da comunidade local e população em geral; e dos empregos que serão criados em função do desenvolvimento de uma série de atividades educativas, artesanais, culturais, turísticas, gastronômicas, comerciais e recreativas, garante o secretário municipal de Planejamento.

 

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