População de Neópolis ainda sofre com interdição da Igreja do Rosário
A igreja do Rosário, um patrimônio com mais de 300 anos de história, corre o risco iminente de se perder, isso porque desde à época da sua interdição para cá, foi muito pequeno o avanço na tomada de ações que venham resultar na reforma do tempo.
Há pouco mais de um ano, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no município de Neópolis foi interditada pela Defesa Civil. O templo, que é tombado pelo IPHAN como patrimônio histórico desde 1980, foi interditado pela Defesa Civil em 25 de janeiro do ano passado, por problemas graves como risco de desabamento do telhado e graves infiltrações em sua estrutura.
A igreja do Rosário, um patrimônio com mais de 300 anos de história, corre o risco iminente de se perder, isso porque desde à época da sua interdição para cá, foi muito pequeno o avanço na tomada de ações que venham resultar na reforma do templo. Enquanto isso, toda a comunidade local e o pároco da cidade lamentam, e muito, ver a igreja fechada.
Na época da interdição da igreja do Rosário no ano passado, a reforma do templo estava orçada em aproximadamente R$ 3 milhões, segundo o padre Alailson Sousa. Com o passar do tempo, o desgaste na estrutura do prédio só aumentou e consequentemente esse valor já foi superado.
“Nenhuma providência foi tomada pelo Governo de lá para cá. Houve até uma instituição que disponibilizou uma ajuda, mas foi para a reforma da igreja da igreja matriz e não para Igreja do Rosário. Acho que alguma coisa só será feita depois que teto da igreja cair”, diz o pároco.
Segundo o subsecretário do Patrimônio Histórico e Cultural de Sergipe, Luiz Alberto dos Santos, a Igreja do Rosário já foi favorecida pela Lei Rouanet, que supõe que empresários comprometidos com a cultura queiram patrocinar a restauração destes patrimônios. “Entre a disposição do projeto e a liberação dos recursos, o projeto acabou caducando e a igreja perdeu os benefícios concedidos por esta lei”, disse o subsecretário.
Ele acredita ainda que cabe a equipe que fez o projeto de reforma, a própria comunidade ligada à Igreja e a prefeitura da cidade de Neópolis uma maior mobilização no sentido de buscar novamente os recursos para a reforma do prédio.
“O nosso papel é enviar relatório de inspeção sobre a situação da Igreja para que os órgãos responsáveis possam se mobilizar. Não temos poder de polícia, apenas podemos relatar aos órgãos como a própria Diocese de Propriá, o Ministério Público, a prefeitura da cidade e o IPHAN, sobre os riscos observados na estrutura, que só aumentam com o passar do tempo”, observou Luiz Alberto.
Enquanto as autoridades responsáveis não chegam a um consenso sobre o que pode ser feito para que esta reforma saia do papel, os moradores de Neópolis lamentam a ausência das missas na Igreja do Rosário, e com o passar do tempo, a situação na estrutura da igreja vai se degradando ainda mais.
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