MPSE deflagra terceira fase de operação que investiga fraudes em concursos públicos em Sergipe

Mandado judicial foi cumprido em Aquidabã durante nova etapa da Operação Gabarito

Por Portal A8SE com informações do MPSE 17/06/2026 10h56
MPSE deflagra terceira fase de operação que investiga fraudes em concursos públicos em Sergipe
Foto: MPSE

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) deflagrou, nesta quarta-feira (17), a terceira fase da Operação Gabarito, que investiga um suposto esquema de fraudes em concursos públicos realizados nos municípios de Aquidabã e Porto da Folha.

A ação foi conduzida pela 9ª Procuradoria de Justiça e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio operacional da Corregedoria da Polícia Civil de Sergipe. Durante a operação, foi cumprido um mandado judicial em um endereço localizado no município de Aquidabã.

Segundo o MPSE, a Operação Gabarito III integra a Operação Convergência Nacional, mobilização coordenada do Ministério Público brasileiro voltada ao combate de organizações criminosas, com atuação conjunta entre Ministérios Públicos estaduais e forças de segurança.

De acordo com as investigações, há indícios da existência de um esquema estruturado para fraudar concursos públicos, comprometendo a lisura dos processos seletivos e causando prejuízos à Administração Pública, aos candidatos e à confiança da sociedade nos certames.

Esta é a terceira fase da investigação. A primeira etapa da Operação Gabarito foi deflagrada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em municípios de Sergipe e da Bahia. Já em dezembro do mesmo ano, o MPSE realizou a Operação Gabarito II, aprofundando as apurações sobre a possível atuação de um grupo criminoso voltado à manipulação de concursos públicos.

O Ministério Público informou que o material eventualmente apreendido durante a operação será submetido à análise técnica para subsidiar o avanço das investigações e possibilitar a identificação de novos elementos relacionados aos fatos apurados.

As investigações seguem em andamento e, segundo o MPSE, são conduzidas com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

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