Entre o celular e a infância: pesquisa propõe uso mais saudável da tecnologia por crianças
Projeto coordenado pela professora doutora Laísa Dias orienta pais sobre limites, aplicativos adequados e rotinas digitais saudáveis para crianças
O avanço da tecnologia dentro de casa trouxe novos desafios para as famílias e para a educação. Em meio a celulares, tablets e jogos digitais cada vez mais presentes no cotidiano infantil, um projeto desenvolvido no Centro Universitário Estácio busca chamar a atenção para a importância de equilibrar o uso da tecnologia com experiências fundamentais da infância.
A pesquisa “Menos Telas e Mais Janelas: práticas pedagógicas e desenvolvimento infantil na era digital”, coordenada pela professora doutora da Estácio Laísa Dias, investiga como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode impactar o desenvolvimento pedagógico, social e emocional de crianças e adolescentes. O estudo também propõe caminhos para que famílias e educadores adotem práticas mais saudáveis de convivência com a tecnologia.
O tema ganha ainda mais relevância com a entrada em vigor do chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, estabelecido pela Lei nº 15.211/2025, Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. A legislação cria regras mais rigorosas para a proteção de menores em ambientes virtuais e determina que plataformas digitais adotem mecanismos de segurança para evitar riscos online.
A fiscalização dessas medidas ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que foi transformada em agência reguladora pela Lei nº 15.352/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as exigências estão a verificação de idade e a vinculação das contas de menores de 16 anos aos perfis dos responsáveis.
Plataformas que descumprirem as novas regras poderão sofrer advertências, multas que podem chegar a 10% do faturamento ou até R$ 50 milhões por infração, além da possibilidade de suspensão das atividades no Brasil.
Enquanto a legislação fortalece a proteção digital, o projeto da Estácio reforça que a participação ativa da família continua sendo o principal fator de segurança para as crianças. Entre as orientações apresentadas pela pesquisa estão a definição de horários para uso de dispositivos e a escolha de aplicativos educativos.
Uma das ferramentas que podem ajudar nesse processo é o aplicativo Google Family Link, que permite aos pais monitorar o uso do celular dos filhos, definir tempo de tela, aprovar downloads e bloquear aplicativos inadequados.
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