Centro especializado já realizou 131 atendimentos de mulheres em situação de violência em 2026

No local, as mulheres recebem acolhimento socioassistencial, etapa em que são identificadas as necessidades individuais e realizados os devidos encaminhamentos

Por Redação do Portal A8SE, com informações da PMA 13/02/2026 11h17
Centro especializado já realizou 131 atendimentos de mulheres em situação de violência em 2026
Foto: Diane Queiroz

Em janeiro deste ano, já foram realizados 131 atendimentos no Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cram) de Aracaju. No local, são acolhidas tanto mulheres encaminhadas por outros órgãos quanto aquelas que procuram o serviço por demanda espontânea.

A secretária municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres, Elaine Oliveira, reforçou o compromisso da gestão com o fortalecimento da rede de proteção.

“Nosso compromisso é garantir escuta qualificada, atendimento humanizado e políticas públicas que assegurem proteção, autonomia e dignidade. Estamos trabalhando para ampliar o alcance do serviço e fortalecer parcerias que contribuam para a independência financeira dessas mulheres, porque autonomia também é enfrentamento à violência”, afirmou.

De acordo com a coordenadora do Cram, Flávia Calumby, o maior desafio à frente do centro é combater a cultura machista.

“Ao nos aproximarmos e convivermos com essas mulheres, percebemos que o maior desafio é fazê-las compreender a violência à qual foram submetidas. Muitas vezes, elas chegam aqui sem entender a dimensão do dano que sofreram", destacou.

No local, as mulheres recebem acolhimento socioassistencial, etapa em que são identificadas as necessidades individuais e realizados os devidos encaminhamentos. As demandas incluem orientações sobre benefícios socioassistenciais, suporte jurídico e atendimento psicológico - este último, o serviço mais procurado.

Segundo a coordenadora, a meta é ampliar o alcance do serviço, atraindo cada vez mais mulheres para o Cram. “Queremos firmar parcerias que promovam o empoderamento das mulheres que integram nossa rede, para que se sintam seguras e desenvolvam suas habilidades, alcançando a independência financeira - fator decisivo para que muitas consigam romper com a situação de violência”, concluiu. 

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