Uso sem orientação de corticoides pode aumentar risco de glaucoma, alerta especialista

O alerta é da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

Por Portal A8SE e Agência Brasil 07/06/2026 12h39
Uso sem orientação de corticoides pode aumentar risco de glaucoma, alerta especialista
Reprodução/internet

O uso de corticoides sem acompanhamento médico pode favorecer o desenvolvimento do glaucoma, doença que afeta o nervo óptico, provoca aumento da pressão ocular e pode levar à cegueira quando não tratada. O alerta é da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

Segundo a entidade, cerca de 1,7 milhão de brasileiros convivem com a doença, cuja incidência aumenta a partir dos 40 anos.

Corticoides estão presentes em colírios, pomadas e comprimidos usados para tratar alergias, inflamações e problemas respiratórios. Apesar do alívio rápido dos sintomas, o uso prolongado pode dificultar a drenagem do líquido interno dos olhos, elevando a pressão ocular e causando danos irreversíveis ao nervo óptico.

Alerta das entidades médicas

A SBG, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) encaminharam uma nota a órgãos reguladores e autoridades de saúde alertando para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos.

As entidades defendem um controle mais rigoroso na venda de corticoides, semelhante ao que já ocorre com os antibióticos, para reduzir casos de automedicação.

Grupos de risco

De acordo com especialistas, pessoas com glaucoma já diagnosticado são mais sensíveis aos efeitos dos corticoides. Crianças também exigem atenção, especialmente em casos de uso frequente de colírios para alergias oculares.

Além dos problemas de visão, o uso prolongado dessas substâncias pode provocar aumento da glicose no sangue, hipertensão, ganho de peso, retenção de líquidos, enfraquecimento dos ossos e maior risco de infecções.

Orientação

As entidades recomendam que pacientes em tratamento prolongado com corticoides realizem acompanhamento médico e monitoramento regular da pressão intraocular, principalmente idosos, crianças e pessoas com histórico de glaucoma.

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