OMS registra 1.124 casos de gripe suína; México critica "humilhação" de cidadãos
Estudantes belgas repatriados do México posam para foto com sombreiros, máscaras cirúrgicas e bandeira (Efe)
O presidente do México, Felipe Calderón, expressou nesta terça-feira sua "mais enérgica rejeição às medidas humilhantes ou discriminatórias" de vários países contra os mexicanos por temor da epidemia da gripe suína, oficialmente denominada gripe A (H1N1). Segundo balanço mais recente da OMS (Organização Mundial de Saúde), a doença atingiu 590 pessoas somente no méxico e outras 534 em outros 20 países.
"Manifesto em nome do país nossa mais enérgica rejeição às medidas humilhantes ou discriminatórias empreendidas por vários países contra os mexicanos", disse Calderón, em mensagem à nação.
Por temor de um surto da doença respiratória, Peru, Argentina, Cuba e Equador suspenderam unilateralmente seus voos ao México --país considerado epicentro da gripe. A maioria dos casos de gripe registrados fora do México são de turistas que visitaram recentemente o país norte-americano.
Além disso, a Colômbia se negou a deixar que equipes mexicanas de futebol disputem suas partidas da Copa Libertadores em Bogotá por temor à gripe suína, e autoridades na China isolaram vários turistas mexicanos que, segundo o governo do México, nem ao menos apresentaram sintomas da doença.
O presidente do México disse ainda que a contenção da epidemia é um desafio global que requer a participação de todos os países, e afirmou que a estratégia seguida por seu governo não apenas defende a vida dos mexicanos, mas a de todos que podem ser contagiados no mundo.
"Poderemos livrar melhor esta batalha na medida em que o mundo colabore conosco. Por isso, em nome dos mexicanos, peço a todas as nações que deixem de adotar ações que apenas prejudicam o México e não contribuem para evitar a transmissão da doença", acrescentou.
"Não é a primeira vez que o México se vê submetido a uma prova tão difícil nem será a última. Mas estou convencido de que são as adversidades que formam o caráter das pessoas e a personalidade dos povos", enfatizou.
O presidente disse ainda que a aparição da epidemia da gripe suína, que deixou 25 mortos no país e um nos Estados Unidos, foi um "enorme desafio" que os mexicanos estão superando.
Rotina
No México, o governo anunciou na noite de segunda que o país deve, aos poucos, voltar a seu ritmo normal depois de 11 dias de comércio e escolas fechadas por temores de que o novo vírus se espalhasse.
As autoridades do país acreditam que a propagação do vírus da gripe suína está em queda, e que já é possível reativar a economia e as aulas escolares, desde que se adotem medidas especiais.
Para as escolas, o governo prevê o retorno às aulas em duas etapas: os alunos dos níveis médio e superior voltariam às classes já na quarta-feira, enquanto os mais novos retornariam na próxima segunda.
Antes, porém, todas as escolas deverão passar por uma limpeza e seus funcionários receberão orientação para encaminhar aos centros de saúde qualquer criança que apresente os sintomas da gripe.
Já os trabalhadores deverão retomar suas atividades a partir da quarta-feira, mas o governo adverte sobre a necessidade de que as pessoas continuem seguindo as recomendações de prevenção, como evitar cumprimentos com beijos e lavar as mãos constantemente.
Balanço
A OMS divulgou na manhã desta terça-feira um novo balanço do total de casos de gripe A (H1N1). Segundo a organização, há 1.124 casos da doença em 21 países. No balanço anterior, os casos confirmados eram 1.025.
No México, país mais afetado pelo novo vírus, foram registrados 590 casos da doença, 25 deles resultando na morte do paciente. Nos EUA, segundo país mais atingido, 286 pessoas foram contaminadas pela doença, sendo que uma delas --um bebê mexicano-- morreu no Estado do Texas. O Canadá, terceiro país com mais casos, tem 140 registros.
Os outros países com casos confirmados da doença --nenhum deles com registro de mortos-- são: Espanha (54 casos), Reino Unido (18), Alemanha (8), Nova Zelândia (6), França (4), Israel (4), Itália (2), El Salvador (2), Áustria (1), China (1, em Hong Kong), Costa Rica (1), Colômbia (1), Dinamarca (1), Irlanda (1), Holanda (1), Portugal (1), Coreia do Sul (1) e Suíça (1).
O comunicado divulgado na manhã desta terça diz mais uma vez que restrições de viagens não são necessárias --quem apresenta sintomas da doença, entretanto, é aconselhado a adiar viagens-- e que o consumo de carne de porco cozida não traz riscos de infecção.
Fonte: Efe
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