Objetivo de brasileira era indenização, diz mídia suíça
Segundo jornal, Paula Oliveira teria confessado farsa sobre a agressão neonazista e que nunca esteve grávida
O jornal suíço Weltwoche revelou na quarta-feira, 18, que a pernambucana Paula Oliveira, que disse ter sido agredida por skinheads nos arredores de Zurique e abortado, já teria confessado à polícia local que o suposto ataque não passou de uma farsa e ela nunca esteve grávida. A rede de TV Telezurich reiterou a história. Ainda segundo a imprensa, ela teria assinado uma confissão.
De acordo com o jornal, a polícia especula que o objetivo de Paula seria processar o Estado por causa da agressão para obter uma indenização que poderia chegar a R$ 200 mil.O Ministério Público suíço anunciou a abertura de um processo penal contra Paula, que está impedida de sair do país - seu passaporte foi retido. A brasileira terá agora de prestar depoimento e corre o risco de pegar até 3 anos de prisão por falso testemunho.
A Justiça optou por não se pronunciar sobre a revelação do jornal. Sem desmentir a notícia, o advogado de defesa de Paula, Roger Muller, alertou que a confissão só terá valor perante a Justiça. O Itamaraty diz desconhecer as revelações da imprensa suíça.
A brasileira disse ter abortado gêmeos após ser atacada por três neonazistas na semana passada, na estação de trem de Dubendorf. Ela teve seu corpo marcado com estilete com as letras do partido de extrema direita SVP (Partido do Povo Suíço).
Mas o laudo médico concluiu que Paula não estava grávida no momento da suposta agressão. Segundo o Weltwoche, Paula foi pressionada pela polícia e pelos médicos-legistas e acabou confessando a farsa ainda na sexta-feira - dia da divulgação do primeiro laudo pericial. Ela teria planejado o ato, comprado uma faca de cozinha na popular loja de departamentos Ikea, e levado ao trabalho na segunda-feira da semana passada. Na volta, teria entrado no banheiro da estação de Dubendorf e se cortado, simulando o ataque.
Paula teria tentado convencer a polícia de que fez testes de gravidez com material de supermercado e até um ultrassom, mas as fotos teriam sumido. O telefone da médica também teria desaparecido. Pressionada, Paula chorou e confessou que a gravidez e o ataque dos neonazistas eram uma armação. Sobre as letras do partido em seu corpo, ela disse que apenas conhecida o SVP dos cartazes espalhados pela Suíça. Questionada sobre os motivos, disse: "Pergunte a um psiquiatra." Segundo a imprensa, Paula teria afirmado que fez tudo sozinha, sem a ajuda de seu namorado, o suíço Marco Trepp.
Fonte: Estadão
✅ Clique aqui para seguir o canal do Portal A8SE no WhatsApp
Mais vídeos
Fim de semana foi marcado por mais uma edição da tradicional corrida cidade de Aracaju
Procissão de Ramos do santuário São Judas Tadeu reúne devotos no bairro América
19° edição do carro quebrado anima as ruas do bairro São José
Confira os destaques do quadro ‘Emprego já’ nesta segunda-feira (30)
Iguá Sergipe amplia atendimento presencial e inaugura três novas lojas
Mais acessadas
Quiosque Solidário chega ao RioMar trazendo o GAAC como instituição beneficiada
Últimos ingressos: Jorge Vercillo se apresenta em Aracaju com turnê que celebra 30 anos de carreira
Cavalos em situação de maus-tratos são resgatados no bairro Santa Maria, em Aracaju
Beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem Pé-de-Meia hoje (30)
Turismo de Sergipe movimenta R$ 71 milhões em janeiro de 2026
Mais notícias
-
1 mês, 2 semanas Brasil faz história e conquista primeira medalha de ouro em Olimpíada de Inverno
-
2 meses, 2 semanas EUA congelam processamento de vistos para Brasil e outros 74 países
-
2 meses, 3 semanas EUA anunciam controle da Venezuela após captura de Maduro e ação militar gera reação internacional