Encurralados, Tigres Tâmeis pedem intervenção no Sri Lanka
Os rebeldes separatistas Tigres Tâmeis, do Sri Lanka, pediram, neste domingo, que França e Reino Unido continuem trabalhando por uma trégua entre o grupo e o governo, após 25 anos de guerra. Em resposta, o governo afirmou considerar anistiar os rebeldes que se renderem. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), nos últimos três meses, cerca de 6.500 civis morreram no conflito.
Os rebeldes estão, há alguns meses, encurralados em uma região do noroeste do país, com mais cerca de 50 mil civis. O governo rejeita qualquer trégua ou cessar-fogo, por considerar estar próximo da vitória. O comando dos Tigres Tâmeis rejeita a rendição e exige que todos os rebeldes carreguem uma cápsula de cianeto e a engulam, em caso de captura.
Na última quarta-feira (29), os chanceleres David Miliband (Reino Unido) e Bernard Kouchner (França) estiveram no Sri Lanka, mas não conseguiram nem uma "trégua humanitária", para que os civis deixassem a zona de guerra.
Segundo o ministro de Direitos Humanos, Mahinda Samarasinghe, a Procuradoria estuda um meio legal de perdoar os rebeldes que se renderem, com exceção de líderes, especialmente Velupillai Prabhakaran, condenado por diversos ataques no Sri Lanka e procurado pela Índia, onde foi condenado pelo assassinato, em 1991, do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi.
Gandhi foi morto na explosão de uma mulher-bomba, supostamente dos Tigres Tâmeis, em um comício, no sudeste da Índia, em um aparente ato de vingança pelo envio de uma força de paz ao Sri Lanka, em 1987.
O chefe do braço político dos Tigres Tâmeis, Balasingham Nadesan, escreveu neste sábado (2) aos chanceleres estrangeiros afirmando que o grupo está pronto para "iniciar o processo do cessar-fogo e as negociações por uma solução duradoura para o conflito". Trechos dessa mensagem foram abertos para a mídia.
Neste sábado, um hospital da zona de guerra foi atacado, e 64 pessoas morreram, incluindo pacientes e visitantes. Não há confirmação da autoria do ataque.
Os rebeldes lutam, desde 1983, para criar um território independente para a minoria étnica tâmil, que sofreu discriminação com os sucessivos governos da maioria cingalesa. Tanto os Estados Unidos quanto a Europa consideram o grupo terrorista.
Fonte: France Presse
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