Brasil

24/09/2009 às 20h03

Explosão de loja de artefatos provoca targédia em São Paulo

Redação Portal A8

A Prefeitura de Santo André (Grande São Paulo) informou na noite desta quinta-feira que a loja onde ocorreu uma explosão na manhã de hoje teve o pedido de alvará negado para a venda de fogos de artifício no último dia 14. A Polícia Civil informou que abrirá um inquérito para apurar se funcionava uma fábrica clandestina de artefatos explosivos no local.

A explosão deixou dois mortos, cerca de 15 feridos e destruiu quatro imóveis. Até o início da noite de hoje, equipes do Corpo de Bombeiros ainda buscavam uma pessoa que permanecia desaparecida.

Segundo a Prefeitura de Santo André, no local funcionava um "bazar e comércio de artigos de época no varejo", porém, em maio deste ano o proprietário do imóvel pediu à prefeitura permissão para vender explosivos no local. Para tanto, era necessário que o dono do imóvel apresentasse um novo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), o que não foi feito.

"Como o requerente não apresentou o novo AVCB, o pedido de funcionamento do comércio de fogos de artifício foi indeferido em 14 de setembro passado, sendo comunicado ao solicitante no dia 16", informou a prefeitura, em nota. De acordo com o Corpo de Bombeiros, devido à proporção da explosão --que causou danos em um raio de 80 metros--, há indícios de que o acidente tenha sido provocado pelo armazenamento de pólvora armazenada, o que indicaria a existência de uma fábrica clandestina de explosivos.

Segundo o delegado titular do 3ºDP de Santo André (onde o caso será investigado), Alberto José Mesquita Alves, o IC (Instituto de Criminalística) deverá realizar a perícia no local quando os trabalhos de resgate forem concluídos. Apenas após a perícia é que a suspeita de que o local fabricava fogos poderá ser confirmada ou descartada.

De acordo com o delegado, caso seja confirmado que funcionava uma fábrica clandestina no local, o dono do imóvel --que está desaparecido-- poderá ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção).

Fonte: Folha Online