Sergipe

18/08/2020 às 12h02

Trabalhadores dos Correios em Sergipe aderem greve nacional

Redação Portal A8

 

Foto: Sindicato dos Trabalhadores dos Correios
Os funcionários dos Correios deflagraram greve nacional nesta terça-feira (18) por tempo indeterminado. Em Sergipe, são cerca de 750 trabalhadores e segundo o sindicato, há uma boa adesão à greve, a população deve sentir os efeitos nas entregas, já que há suspensão dos trabalhos. Segundo o secretário de comunicação do Sindicato dos Correios, Gilson Gonçalves, ele garantem o mínimo de 30% dos trabalhadores. 

Segundo o sindicato, a reivindicação é devido a empresa ingressar com o pedido de suspensão do acordo coletivo que derruba 70 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho firmado em 2019 pelo Tribunal Superior do Trabalho, com a decisão favorável à empresa,  os trabalhadores pagam mais caro pelo plano de saúde e houve cortes no auxílio alimentação.

 

"São benefícios que implicam diretamente na renda do trabalhador", ressaltou o secretário de comunicação. A greve não tem data para terminar, porém pode haver mudanças na mobilização da categoria, se a decisão do STF for favorável aos trabalhadores e isso deve acontecer até o dia 2 de agosto. 

Por meio de nota, os Correios informou que desde o início das negociações com as entidades sindicais, tiveram um objetivo primordial: cuidar da saúde financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

Sobre as reivindicações, a empresa informou que a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais e que as reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Ressalta-se que a empresa possui um Plano de Continuidade de Negócios, para continuar atendendo a população em qualquer situação adversa. O plano estabelece uma série de medidas contingenciais, como mutirões e remanejamento de empregados para as unidades com maior necessidade de efetivo.