Sergipe

12/08/2020 às 16h27

Bairros da zona Norte concentram maior incidência das doenças transmitidas pelo Aedes

Agência Aracaju de Notícias

Mesmo com as limitações ocasionadas pela covid-19, a Prefeitura de Aracaju manteve intensificado o trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya na Capital. Para manter bons índices de infestação predial, equipes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) continuam orientando moradores e fazendo visitas em locais públicos e abertos.

Porém, ainda que as ações tenham continuado, a impossibilidade da entrada dos agentes de combates às endemias nas residências em meio a pandemia tem causado surtos isolados em alguns bairros da cidade. Neste ano, Aracaju já registrou 1.668 notificações das três doenças, sendo que destas 380 foram confirmadas. Mas são nos bairros da zona Norte onde esse cenário é mais preocupante.

Os bairros Bugio e Industrial possuem maiores índices de notificações e confirmações. O primeiro, com 93 notificações, 17 confirmações para dengue; e 60 notificações, 18 confirmações para chikungunya; e o segundo com 49 notificações, 15 confirmações para dengue; e 50 notificações, 13 confirmações para chikungunya.

Outros bairros possuem mais contaminação de uma doença específica, como são os casos do bairro Olaria (54 notificados e 11 confirmados de dengue), e do bairro 18 do Forte (50 notificados e 10 confirmados de chikungunya.

De acordo com a diretora de Vigilância e Atenção à Saúde, Taise Cavalcante, durante esse período, as pessoas precisam atuar com mais intensidade em suas próprias casas para que, em conjunto com as ação da Prefeitura, o número de casos possa diminuir.

“Uma vez que mais de 80% dos focos do Aedes aegypti está dentro das casas, em locais como lavanderias, reservatórios de água, pneus e vasos de plantas, precisamos que a população faça sua parte para que juntos consigamos controlar a proliferação do vetor. E é importante reforçarmos isso neste momento, pois há dois fatores que têm influenciado diretamente a proliferação do Aedes: o clima e a pandemia”, contextualizou Taise.

A diretora explica que durante o inverno é normal ter um maior volume de chuvas e, consequentemente, mais possibilidade de acúmulo de água em locais como vasilhas, baldes, vasos ou pneus desprotegidos, por exemplo.

“E percebemos que em pontos mais altos da cidade, onde em determinadas horas do dia é comum faltar água, muitas vezes o armazenamento é feito de maneira inadequada, o que favorece a proliferação do mosquito. Já sobre como a pandemia influencia no aumento no número de casos da doença, temos que lembrar que o Aedes vive e se multiplica, na maioria das vezes, dentro das casas. Com isso, como muitas pessoas têm sido obrigadas a praticar o isolamento social para evitar o contágio da covid-19, elas acabam ficando mais expostas às arboviroses. Por isso é tão importante que o cuidado diário da população”, alerta Taise.

Ações
De janeiro a agosto, a SMS realizou 22 mutirões, em 18 bairros selecionados pelo valor do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) estabelecido e por ocorrência de notificação de casos. Durante esse período foi possível inspecionar 10.242 imóveis e eliminar 685 criadouros e depósitos.

Nesse mesmo período foram coletados 30.840 pneus, visitados 405.632 domicílios (de segunda à sexta) e realizado o fumacê costal em 33 bairros da Capital, totalizando 1557 quarteirões tratados e 79.869 imóveis. A SMS atendeu ainda 315 denúncias sobre possíveis focos e solicitações de equipes de agentes de combate às endemias, através de 0800 729 3534, dígito 7.

 


Fonte: Agência Aracaju de Notícias