Sergipe

29/07/2020 às 10h23

Julho Amarelo traz conscientização sobre o sarcoma

Assessoria

Oncologista Dr. Raul Amorim Foto: Assessoria
Com o avanço da medicina, o número de campanhas de conscientização e alerta para o diagnóstico do câncer também cresceu. Julho, por exemplo, é o mês dedicado a conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do sarcoma, tipo de neoplasia maligna que pode acometer diversas partes do corpo.

Considerado um grupo de tumores raros, esta neoplasia representa 1% dos casos de cânceres em adultos, já no grupo de crianças e adolescentes, o sarcoma torna-se mais frequente, representando 20% dos casos nestas faixas etárias.

Para o médico oncologista clínico, Dr. Raul Amorim, o sarcoma é considerado um câncer heterogêneo, alcançando mais de 50 tipos, entretanto, os estudos subdividem esse número em dois grupos: “podemos classificar o sarcoma como sendo ósseo e não ósseo (aquele que acomete os tecidos moles). O sarcoma ósseo se origina, como o próprio nome sugere, em ossos e cartilagens, já a doença quando se origina em outras partes do corpo, tem sua origem em músculos, nervos, gordura, vasos sanguíneos, tecidos fibrosos, assim como, em tecidos mais profundos da pele”, explica o oncologista.

Sendo mais comum o seu diagnóstico em pernas e braços, o tumor pode aparecer em qualquer parte do corpo; tronco, cabeça e pescoço, órgãos internos e na área em volta da cavidade abdominal. Ainda não se pode afirmar causas específicas e únicas para o surgimento da doença, entretanto, alguns fatores são relevantes, como as mutações genéticas, infecções virais a exemplo do HIV, além da hereditariedade. “Infelizmente ainda não há maneiras de se prevenir, com exceção, claro, da prevenção à transmissão do vírus HIV, porém é válido ressaltar que mesmo com a falta de conhecimento por grande parte da população, o diagnóstico precoce deste câncer aumenta de maneira considerável as chances de cura do indivíduo”, declara Dr. Raul Amorim.

O oncologista ressalta que o aparecimento de caroço, aproximadamente ou maior que 4 cm ( similar a uma bola de golfe ou de ping pong ), acompanhado ou não de dor, como também algum nódulo em região muscular ( apresentando crescimento ou não), e até mesmo algum tumor que tenha sido retirado e que volte a dar indícios, é imprescindível a procura por assistência médica. “Os profissionais indicados para consultar quem apresente alguma dessas características são os cirurgiões oncológicos, oncologistas clínicos e os ortopedistas com especialidade em Oncologia. Esta busca imediata influencia positivamente o sucesso do acompanhamento destes pacientes. E será a partir de exames como a ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética e , em especial, a biópsia, que todas as etapas do tratamento serão planejadas da maneira mais eficaz para cada pessoa e subtipo da doença “, contextualiza o oncologista, Dr. Raul.

Algo bastante positivo é que o tratamento do sarcoma nos dias de hoje envolve procedimentos bem menos invasivos, a partir de um somatório de modalidades terapêuticas, com processos de quimioterapia e radioterapia com menos efeitos colaterais e cirurgias altamente avançadas, aumentando o índice de cura e de qualidade de vida do paciente oncológico.


Fonte: Assessoria