Sergipe

20/06/2020 às 10h20

Pneumologista alerta para cuidado com a asma durante pandemia da Covid-19

SES

Neste domingo (21), é lembrado o Dia Nacional de Controle da Asma - uma doença pulmonar inflamatória crônica, com episódios recorrentes de falta de ar, tosse, chiado e aperto no peito. Diante da pandemia do coronavírus, as pessoas que sofrem com essa comorbidade fazem parte do grupo de risco e ficam mais propensas a desenvolverem complicações se infectadas pela Covid-19. Por isso, o dia serve de alerta quanto ao tratamento, prevenção e controle da doença.

De acordo com o pneumologista, Saulo Maia, dentre as doenças respiratórias, as que mais descompensam nessa fase gripal é a asma e a enfisema pulmonar.“Muitos fatores podem acarretar no surgimento da asma que é uma doença alérgica e nessa fase como tem muita mudança climática, mudança de umidade do ar e desencadeamento de crise de rinite alérgica, a prevenção e conduta é seguir a orientação médica e fazer o tratamento corriqueiro sob orientação do profissional. É importante buscar a ajuda médica para fazer uma medida preventiva e entrar no inverno com vida saudável, aconselhamos além das vacinas para a gripe, as vacinas para pneumonia que também existem nas unidades de saúde”, explicou o pneumologista.

O tratamento é baseado nas medidas de higiene do ambiente, medicamentos (drogas de alívio e profiláticas), além de vacinas para alergias. A aposentada Demaide Menezes, 76, tem asma desde a sua adolescência, ela é acompanhada pelo pneumologista e já sabe dos cuidados que deve tomar para não desencadear uma crise. “Desde os meus 20 anos que sou asmática, mas sempre foi bem controlada porque tomo os meus cuidados. Nessas mudanças de temperatura às vezes sofro um pouco, com fumaça, cheiro forte de produtos de limpeza e muita poeira. Nessa pandemia tenho meus cuidados redobrados, pois sou do grupo de risco”, enfatizou a aposentada.

A causa exata da asma ainda não é conhecida, mas fatores genéticos e ambientais estão relacionados com a doença. Já o tratamento deve ser entre médico, paciente e familiar, identificando os fatores desencadeantes, especialmente no ambiente familiar.


Fonte: SES