Sergipe

27/05/2020 às 16h59

Em SE, desmatamento da Mata Atlântica sobe 41 hectares a mais em relação ao ano passado

Redação Portal A8

Em Sergipe, o desmatamento da Mata Atlântica em Sergipe aumenta 41 hectares em comparação com ano passado. Segundo a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), no Estado, há 6,9% dessa vegetação remanescente e ainda 13% nativa.

Nesta quarta-feira (27), inclusive, é comemorado o Dia Nacional da Mata Atlântica – data voltada para ratificar a importância desse bioma para a sobrevivência da flora e fauna brasileira. “Em nosso Estado apresentam hot spot em seus fragmentos vegetais de espécies endêmicas, como o Macaco Guigó, que para garantir a preservação e reprodução, foi criado o refúgio da vida silvestre Mata do Junco, em Capela”, explica o presidente da Adema, Gilvan Dias.

Além disso, Gilvan Dias destaca outro ponto importante em Sergipe. “É que está nos bioma de mata atlântica o nascimento ou nascentes das nossas principais bacias e sub-bacias hidrográficas que servem para abastecimento humano e irrigação e desenvolvimento industrial”, acrescenta.

De acordo com o presidente da Adema, os municípios de Areia Branca e Santa Luzia do Itanhain são os que possuem a maior cobertura da Mata Atlântica em Sergipe. Porém, conforme registro, o Estado possui 6,9% dessa vegetação remanescente e 13% de vegetação nativa. Sobre o desmatamento, Gilvan informou “41 hectares a mais de desmatamento em comparação ao ano passado”.

Mata do Junco

O ambientalista Lisaldo Vieira lembra a data e clama pela luta contra a destruição da Mata do Junco, em Capela. “A Mata Atlântica sergipana ocorre desde municípios localizados no São Francisco até Mangue Seco, na divisa com a Bahia. É caso da ocorrência no município de Capela, onde foi criada a unidade de conservação estadual (RVS Mata Atlântica do Junco, com mais de 800 hectares), que possui 14 nascentes, além do Rio Lagartixo que abastece a população do município”, relata.

Por acreditar na importância da vegetação, Lisaldo Vieira reforça a atenção que deve ser dada para o local. “Precisamos muito preservar esse bioma, diversas espécies endêmicas sobrevivem nessa vegetação que é importante para toda biodiversidade continental dos nossos ecossistemas!”, expõe.

Confira o vídeo do ambientalista Lisaldo Vieira: