Sergipe

28/02/2020 às 17h53

Frente ao avanço do coronavírus, dioceses orientam medidas para evitar contaminação

CNBB

Frente à notícia da confirmação do primeiro caso suspeito de coronavírus no Brasil, arquidioceses e dioceses brasileiras divulgaram orientações para as celebrações da Santa

Missa para combater a disseminação e a contaminação do coronavírus (COVID-19).

As arquidiocese mineiras de Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora, e as nordestinas de João Pessoa e Rio Grande do Norte divulgaram comunicado aos padres e ministros que orientem os fiéis a receber a Eucaristia nas mãos e não diretamente na boca. A invés do abraço da paz, a orientação é buscar fortalecer o sincero sentimento de bem-querer em relação ao próximo. Na oração do Pai-Nosso, no lugar de unir as mãos, o cuidado é que seja cultivado com mais intensidade o compromisso com a fraterna comunhão.

De acordo com o comunicado das arquidioceses, a medida se dá devido aos casos suspeitos nas cidades e como forma de prevenção e combater a proliferação do coronavírus.

Ações do Ministério da Saúde

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem falado constantemente que o mais importante para prevenção é a higienização, lavar as mãos corretamente e com frequência. “O brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava as mãos e o rosto durante o dia, para que a gente possa atravessar essa e outras situações. Esse é um hábito importante não só para questão respiratória, mas para outras doenças de circuito oral”, explica o ministro.

O coronavírus é de uma família de vírus que causa infecções respiratórias. O novo agente foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

Desde que o vírus foi descoberto, o governo federal publicou no Diário Oficial da União a reativação de um Grupo de Trabalho Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional. O grupo já atuou em outras situações, como a pandemia de influenza, e agora atuará no caso do coronavírus.

O Ministério da Saúde tem realizado monitoramento diário da situação do coronavírus junto à Organização Mundial da Saúde, que acompanha o assunto desde as primeiras notificações. “Segundo o ministro da saúde, “Não existe um remédio específico que trate o coronavírus é repouso e medicação de apoio, além de acompanhar a evolução diária da doença”.

Além disso, o ministério tem tido uma preocupação importante com a informação pois, segundo o órgão, sempre que surgem novas doenças, começam também os boatos sobre elas. Para evitar a disseminação de mentiras sobre o coronavírus o ministério orienta que as pessoas confirmem se as mensagens são verdadeiras antes de repassá-las procurando o canal Saúde sem Fake News do Ministério da Saúde nas redes sociais.


Fonte: CNBB