Sergipe

30/01/2020 às 15h25

Governo de Sergipe recebe orientações do Ministério da Saúde sobre o coronavírus

Agência Sergipe de Notícias

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) participou de uma webconferência com o Ministério da Saúde a fim de discutir estratégias de prevenção, protocolos clínicos e

Foto: SES
hospitalares de atendimento, e o último boletim epidemiológico. As orientações foram passadas para a equipe técnica da SES na quarta-feira (29).

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, representaram o estado de Sergipe, os técnicos da Rede de Urgência e Emergência, da Vigilância Epidemiológica, da Vigilância Sanitária, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), técnicos do Hospital de Urgência (Huse), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e do Núcleo de Segurança do Paciente.

“A oportunidade serviu para definirmos algumas ações, entre elas uma Nota Técnica que vai orientar todos os profissionais da Rede Hospitalar em consonância com as orientações e o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde”, disse Mércia.

Desde a última terça-feira (28), o Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil que passou do nível 1, alerta, para o nível 2, que significa perigo iminente para a chegada do novo coronavírus (2019 – nCoV) no país. O nível 3, Emergência em Saúde Pública, o mais alto, só será ativado se algum caso suspeito for confirmado. Por essa razão, envolveu todos os representantes da Saúde dos estados da federação para uma webconferência.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Mércia Feitosa, representaram o estado de Sergipe, os técnicos da Rede de Urgência e Emergência, da Vigilância Epidemiológica, da Vigilância Sanitária, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), técnicos do Hospital de Urgência (Huse), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e do Núcleo de Segurança do Paciente.

“A oportunidade serviu para definirmos algumas ações, entre elas uma Nota Técnica que vai orientar todos os profissionais da Rede Hospitalar em consonância com as orientações e o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde”, disse Mércia.

O vírus

O novo coronavírus, batizado como 2019–nCoV, faz parte da família dos coronavirus humanos (CoV), conhecidos desde meados de 1960, e, segundo dados atuais divulgados pelo Ministério da Saúde, a China já registrou 9.239 casos suspeitos, 5.997 confirmados e 132 mortes. Os CoV causam infecções respiratórias que vão desde um simples resfriado até pneumonias graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS). A cidade chinesa de Wuhan é considerada o epicentro da doença.

No Brasil 33 casos foram notificados, em seis estados. Destes, nove foram considerados suspeitos, quatro descartados e 20 excluídos.

Transmissão

A transmissão acontece de pessoa para pessoa, através do ar, por meio de gotículas de saliva, tosse, espirro, catarro, toque ou aperto de mão e contato com objetos ou superfícies contaminadas. O risco maior é para os idosos por apresentaram uma saúde mais frágil e imunidade baixa.

O tempo de vida do vírus no ambiente é de 24 horas e o tempo de incubação ainda é incerto. É possível que haja transmissão mesmo antes do aparecimento dos sintomas. Essa situação ainda está em estudo.

Sintomas

Os sintomas são febre alta, tosse, dores musculares, falta de ar e secreção na garganta. Aqueles que apresentarem febre, um dos sintomas respiratórios e histórico de viagem recente para o local de transmissão, a China, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais, são considerados casos suspeitos e devem procurar uma Unidade de Saúde com urgência. Outra situação considerada suspeita é apresentar febre, um dos sinais respiratórios e ter tido contato com outra pessoa considerada um caso suspeito e a terceira situação é apresentar febre ou pelo menos um sintoma respiratório e contato próximo de caso confirmado de coronavírus em laboratório.

Esses pacientes devem usar máscara cirúrgica, serem colocados em observação de forma isolada, a chamada quarentena, até que a suspeita seja descartada ou confirmada, para evitar, assim, a propagação do vírus e, consequentemente, a contaminação de mais pessoas.

Diagnóstico

O diagnóstico dos coronavírus é essencialmente clínico, com avalição do profissional de saúde e análise dos sintomas. Para confirmar a presença do vírus no organismo, são realizados exames de sangue, fezes e/ou secreções nasais, por meio de testes sorológicos que medem a proteína C reativa (PCR) e cultura viral. Em casos mais graves o paciente é internado e os exames são feitos de acordo com a situação de cada caso.

Tratamento

Para infecções causadas por coronavírus humano não há tratamento específico. No entanto, para alívio dos sintomas, recomenda-se o uso de medicamento para dor e febre como antitérmicos e analgésicos, humidificador no quarto ou banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse, ingestão de líquidos e repouso.

IMPORTANTE:  Não se automedicar e, em caso de suspeita dos tipos MERS ou SARS, procurar um médico imediatamente.

Prevenção

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão: evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Os profissionais de saúde devem utilizar as medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas com o uso de máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção.


Fonte: Agência Sergipe de Notícias