Secretaria da Saúde investiga 13 notificações de casos de sarampo em Sergipe
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), atualizou nesta sexta- feira (20) os dados sobre o Sarampo em Sergipe. São 41 casos notificados de sarampo, dois confirmados, 26 descartados e 13 estão em investigação. Até o momento, não houve registro de óbito por sarampo no Estado de Sergipe.
O Sarampo é uma doença viral altamente contagiosa caracterizada por febre, exantema – erupção avermelhada na pele – e sintomas respiratórios, com a possibilidade de complicações graves que podem deixar sequelas ou serem fatais. A transmissão do sarampo é direta, ou seja, de pessoa para pessoa, por meio de secreções expelidas através da tosse, espirro, respiração, e o único meio de prevenção é a vacina.
Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Sheyla Maria Teixeira Lima, o aumento no número de notificações, é visto como positivo, tendo em vista a orientação dada pela SES aos municípios para aguçarem os olhares nas unidades de saúde para os sintomas iniciais, que podem ser confundidos com virose. Ela destaca também como importante aliado o aumento da cobertura vacinal em Sergipe.
“Passamos de 60% de cobertura para 95% para a tríplice viral I, que é a primeira dose. Ainda é preciso melhorar na 2º dose, pois estamos com 68%. As pessoas já começam a ter essa consciência e estão procurando os postos de saúde, que estão todos abastecidos com a vacina”, explica.
Vacinação
A rotina de vacinação deve ser iniciada com a tríplice viral.Em agosto deste ano, o Ministério da Saúde introduziu a dose zero da vacina Tríplice Viral para as crianças de 06 meses a 11meses e 29 dias, para estas crianças que receberem essa dose zero não será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação, devendo ser agendada a partir dos 12 meses com a primeira dose da vacina tríplice viral e aos 15 meses a segunda com a vacina Tetraviral ou Tríplice Viral mais Varicela, respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.
“Em relação aos adultos até 29 anos que não foram vacinados devem receber duas doses de vacina com intervalo de 30 dias e as pessoas de 30 a 49 anos precisam receber apenas uma dose. Pessoas de um a 29 anos considerar vacinado quando apresentar duas doses da vacina. Já as pessoas de 30 a 49, Sse nunca tomaram vacina, tomarão uma dose. Profissionais da saúde independentemente da idade devem tomar as duas doses da vacina. A pessoa que apresentar esquema vacinal completo, de acordo com a faixa etária, não deve ser revacinada”, orienta Sheyla.
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