Sergipe

11/04/2019 às 16h28

Sobe para 394 o número de animais resgatados pela equipe técnica da Adema este ano

Agência Sergipe de Notícias

O número de animais silvestres resgatados pela equipe técnica da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), até esta quinta-feira (11), aumentou para 394. Uma média de 3,9 animais por dia e as espécies são as mais variadas, tendo os répteis e as aves como principais ocorrências. Os trabalhos envolvem biólogos e veterinários da autarquia e abrangem todas as regiões do estado.

Somente nos últimos dois dias, três animais foram capturados, analisados e devolvidos à natureza. E todas as ações foram registradas na capital sergipana.

Em um dos casos, por exemplo, um gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) apareceu numa distribuidora de cosméticos. O animal, um macho adulto, não apresentou nenhum sinal de dificuldade motora ou de saúde e, após análises veterinárias, foi solto numa área de reserva cadastrada pelo órgão. “Por conta da interferência humana, esses animais acabam saindo dos ambientes naturais em busca de alimento e acabam adquirindo hábitos sinantrópicos -- que é a adaptação a proximidade humana -- e, por conta disso, são confundidos erroneamente com roedores”, explicou a veterinária Camila Dantas

As equipes também atuaram no resgate de uma coruja suindara (Tyto furcata). A ave, conhecida popularmente como coruja de igreja, apresentou sinais de apatia, com suspeita de tricomoníase -- que é uma doença parasitária que afeta principalmente pombos e aves de rapina. “Iniciamos o tratamento com fluidoterapia, medicamentos e suplementações. Depois disso, encaminhamos o animal para a quarentena. Somente após a sua total recuperação, realizaremos a soltura”, informou Camila.

Além dessas duas ocorrências, a equipe técnica também realizou a captura de uma cobra caninana (Spilotes pullatus) que apareceu em uma residência na Zona Sul.  A serpente foi examinada e, como estava saudável, foi devolvida à natureza.

Ainda de acordo com a veterinária, essas ações são possíveis graças à colaboração da população na informação da presença de espécies silvestres em áreas residenciais.


Fonte: Agência Sergipe de Notícias