Sergipe

25/01/2019 às 13h10

Polícia detalha prisão do 'estelionatário do amor'

SSP/SE

Foto: SSP/SE
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos (DRCC), trouxe mais detalhes nesta sexta-feira, 25, das investigações que resultaram na prisão de Alex Fabiano Francisco da Silva, acusado de diversos golpes de estelionato. 
A delegada Rosana Freitas forneceu mais informações sobre a atuação do acusado nos novos golpes, desta vez envolvendo transações comerciais de veículos. "Essa última prisão é decorrente de uma nova modalidade, que foi a questão envolvendo venda de veículos. Ele alugava, locava veículos e efetuava o pagamento junto aos locatores, o que deixava a locadora tranquila. Por exemplo, ele alugava um veículo por dois meses e nesse período vendia o carro. A empresa se dava conta que ele não fazia a devolução do bem, aí ia em busca desse veículo e alguém acabava ficando no prejuízo: o proprietário da locadora, a pessoa que havia comprado ou a pessoa que havia trocado", explicou a delegada.

A delegada acredita que o números de vítimas do estelionatário ainda pode aumentar. "Nesses últimos 15 dias já foram identificadas 10 vítimas, mas desde a prisão dele já tivemos outras vítimas buscando aqui a delegacia por meio do telefone ou pessoalmente, ou ainda por meio das redes sociais. Então a gente acredita que o número de vítimas foi bem maior do que foi até então identificado", afirmou a delegada Rosana Freitas.

O acusado foi preso pela primeira vez no ano de 2011, quando ficou conhecido como “Estelionatário do Amor”. Na época, ele conhecia as vítimas pela internet, conquistava e aplicava golpes a partir dos documentos dessas pessoas. Ele foi detido novamente em 2013, sob a mesma acusação.
Já no ano de 2014, Alex Fabiano foi preso novamente depois de se passar por empresário de um cantor. O estelionatário deixou a prisão em 2018 e voltou a aplicar novos golpes pouco tempo depois. Os novos golpes totalizam um prejuízo de mais de R$ 200 mil. As investigações tiveram o apoio da equipe da delegada Valéria Montalvão e da 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM).


Fonte: SSP/SE