Sergipe

18/05/2018 às 16h31

14,5% da população sergipana é analfabeta, revela IBGE

Com informações do IBGE

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 18, pelo IBGE, em 2017, 14,5% das pessoas com 15 ou mais de idade em Sergipe ainda não sabiam ler ou escrever. A informação foi passada por ocasião da publicação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) para o módulo de Educação.

O material exposto apontou ainda que o índice de analfabetismo era mais alto entre homens, com 16,1%, do que entre mulheres, 13%. Na capital e na região metropolitana de Aracaju, a situação se invertia: o analfabetismo era mais alto entre mulheres (4,7% na capital e 5,5% na região metropolitana) do que entre homens (3,7% na capital e 4,9% na região metropolitana).

Duas vezes a taxa nacional

Conforme os dados do IBGE, a taxa de analfabetismo em Sergipe é numericamente igual ao índice da região Nordeste e se situa entre as cinco mais altas do país, atrás apenas de Alagoas (18,2%), Maranhão (16,7%), Piauí (16,6%) e Paraíba (16,5%).

No comparativo feito pelo órgão, as taxas de Sergipe e do Nordeste são mais de duas vezes superiores à taxa nacional – para se ter uma ideia, no mesmo ano do levantamento, ficou em 7%.

O IBGE apontou ainda que o analfabetismo é mais alto entre pessoas que autodeclararam cor ou raça preta ou parda (15% em Sergipe, 4,8% na capital e 5,6% na região metropolitana) do que entre as que autodeclararam cor ou raça branca (12,4% em Sergipe, 2,5% na capital e 3,5% na região metropolitana).

Sem instrução formal

Os números refletem um elevado contingente de pessoas com idade igual ou superior a 25 anos que não tiveram acesso à educação formal. Em Sergipe, 12,2% das pessoas com 25 anos ou mais não tinham nenhuma instrução formal. Por outro lado, pouco mais de um terço (37,2%) das pessoas nesse grupo etário tinha concluído a educação básica (ensino médio ou equivalente). Com isso, o número médio de anos de estudo de uma pessoa com 25 anos ou mais de idade, em Sergipe, era de 7,9 anos, menos tempo do que o necessário para a conclusão, por exemplo, do segundo ciclo do ensino fundamental.


Fonte: Com informações do IBGE