Sergipe

17/04/2018 às 10h43

Bombeiros atuam após explosão de fábrica clandestina de fogos

Ascom Corpo de Bombeiros

Foto: CBMSE
Na manhã do último sábado (14), o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) foi acionado após uma explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício localizada no município de Lagarto, região agreste de Sergipe. Com o impacto da explosão, o imóvel onde funcionava a fábrica foi totalmente destruído, além de ter provocado o desabamento de outras duas casas. Uma delas teve grande parte do telhado e das paredes destruída, enquanto que a outra teve as luminárias danificadas, bem como o portão da garagem, os forros da sala, quartos, cozinha e banheiros.

“A força da explosão atingiu também um restaurante que estava a cerca de 100 metros do local, que acabou com todas as suas portas e janelas quebradas, além de danos provocados ao PVC da entrada do estabelecimento e do gesso localizado na lateral da edificação e em todos os cômodos do imóvel. Testemunhas dizem ainda que a explosão foi tão forte que foi sentida em outros bairros da cidade. Um rapaz da região, morador de um bairro distante a um quilômetro do foco do sinistro, disse que em sua residência as panelas chegaram a cair do fogão, com a força da explosão”, detalha a capitã BM Emanuela Cruz, que supervisionou a equipe que atendeu a ocorrência.

Ao chegar ao local da explosão, a equipe do CBMSE constatou uma grande quantidade de explosivos fabricados e de material controlado, o qual não estava identificado, mas que possivelmente seja clorato de potássio, que, misturado a outros produtos químicos, produz pólvora com alto poder explosivo.

“O material explosivo (que restou da explosão) precisou ser apreendido, fazendo-se necessária a presença das Polícias Militar e Civil, do Instituto de Criminalística e do Exército Brasileiro, que é responsável pela autorização e fiscalização do comércio de produtos controlados, tais como explosivos. Os produtos recolhidos foram levados para armazenamento no 7º Batalhão da Polícia Militar, em Lagarto”, conclui a capitã Emanuela.


Fonte: Ascom Corpo de Bombeiros