Sergipe

17/12/2011 às 16h47

Bio G está com exposição no Palácio-Museu

Redação Portal A8

O artista plástico Bio G abriu no dia 15, a exposição "Bio G e Convidada" no Palácio-Museu Olímpio Campos que segue até o próximo dia 10 de janeiro. A mostra reúne 30 obras, entre telas e tapetes, produzidos pelo artista (22) e oito pela convidada, sua irmã e mestra, Guiomar Gomes. Entre as peças expostas, todas em tapeçaria, está "Traçado Grego Musical", um tapete produzido pelo artista em 2007 que lhe consumiu nove meses de produção para traçar os quase 12 mil pontos da obra de cerca de 5 m².

Bio G tem peças atualmente na França, Japão, Itália, Estados Unidos e Argentina. São obras que foram adquiridas por colecionadores de telas e tapetes em tapeçaria em exposições que realizou e que foram levadas para fora do país. A última exposição aconteceu de 30 de junho a 20 de julho, no 2º Salão Nacional de Artes Plásticas Saber Cultural, no Rio de Janeiro, e que lhe rendeu a `Paleta de Ouro`. Mais de 100 artistas de todo o país participaram do evento. Em Aracaju, sua última exposição aconteceu em abril do ano passado, no Sesc.

Histórico

De servidor público a artista plástico conhecido nacionalmente e com sua arte espalhada pelo mundo. Bio G nasceu Benedito Gomes dos Santos no povoado Água Fria, município de Simão Dias, há 61 anos. Até maio de 2000, trabalhava na Escola Agrotécnica até que um acidente mudou sua vida.

"Saí do trabalho e disse que naquele dia daria um salto mortal em minha vida. Bebi com meus amigos e ao atravessar a rua para pegar o ônibus e ir para casa, uma moto me atropelou", relembra. O acidente deixou sequelas. Ficou na cadeira de rodas por seis meses e perdeu a visão do olho direito.

A partir daí, passou a ocupar o tempo tecendo pequenas telas em tapeçaria, arte ensinada pela irmã, Guiomar Gomes. O talento recém-descoberto alterou sua rotina, - levanta-se às cinco da manhã para aproveitar ao máximo a luz do dia em seu bordado. Hoje, enxergando o mundo pela metade, Bio G traça ponto por ponto a sua arte. "Bordo a poesia para outros olhos, me libertando, assim, da escravidão do álcool e vivendo uma vida mais produtiva, saudável e feliz", disse o artista que é membro e fundador de dois grupos de alcoólicos anônimos em Aracaju.

 

Fonte: ASN