Sergipe

14/12/2011 às 15h08

Taxistas vítimas de estelionatário pedem justiça

Redação Portal A8
Algumas vítimas chegaram a pagar R$ 8 mil pelo ponto (Foto: Reprodução/ TV Atalaia)

Na manhã desta quarta-feira (14) a Polícia Civil ouviu na delegacia Plantonista, Jorge Luiz dos Santos, 26 anos, acusado de dar golpe em defensores de táxi de Aracaju. No local, vários taxistas estiverma presente para pedir justiça.

De acordo com a polícia, quinze pessoas teriam sido vítimas do golpista. Jorginho procurava os defensores com a promessa de que conseguiria pontos de táxi, mas seria necessário o pagamento de R$ 7,6 mil para liberação. O acusado dizia as vítimas que os pontos pertenciam a supostas pessoas presas e por determinação judicial foram confiscados.

Segundo informações de uma das vítimas, que preferiu não ser identificada, o estelionatário entrava no táxi nas imediações do centro da cidade. "Ele entrava no carro e pedia a corrida, mas no caminho começava a conversar, dizendo que era funcionário do setor jurídico da SMTT e que tinha acesso a pontos de táxi apreendidos, ele nos oferecia e dizia que tinha como ajudar na compra", afirmou.

O taxista também revelou que o golpista cobrava preços diferenciados. "Para meu pai e para mim ele cobrou R$ 2.800 de cada, mas soube de colegas que chegaram a pagar R$ 8 mil reais pelo ponto. Pelo grande número de vítimas calculamos que ele conseguiu cerca de R$ 60 mil reais", explica a vítima que ressalta. "Sabemos que tem mais gente envolvida, pois ele trazia documentos da SMTT e até da Secretaria da Fazenda. Por isso a gente tem medo de represálias, pois tem gente grande envolvida", desabafou.

Revoltados com a situação alguns taxistas estiveram na delegacia Plantonista para cobrar agilidade nas investigações. "Esperamos que o caso seja apurado com seriedade e que os outros envolvidos sejam presos, pois sei que meu dinheiro não vou poder recuperar, mas que pelo menos outros taxistas não sejam vítimas", declarou.

No golpe, Jorginho fornecia até papel timbrado da SMTT e garantia regular a situação em 30 dias. Ele foi preso na sede da prefeitura de Aracaju, no momento em que devolveria parte do dinheiro de uma das vítimas.