Sergipe

24/11/2011 às 14h21

Jornalista americana sofre abuso sexual no Egito

Redação Portal A8
Correspondente de importantes jornais do mundo, Mona Eltahawy as marcas de uma noite presa por forças de segurança egípcias. Ela diz que militares quebraram o seu braço e que sofreu abusos durante as (Divulgação: R7)

Uma jornalista americana foi presa, torturada e, segundo ela, abusa sexualmente por forças de segurança do Egito na noite desta quarta-feira (23). Mona Eltahawy trabalhava no perímetro da praça Tahrir, no centro do Cairo, que há seis dias é palco de confrontos entre manifestantes e militares egípcios. A jornalista descreveu o episódio ao longo da manhã desta quinta-feira (24) em seu microblog no Twitter. Ela é correspondente para o jornal britânico The Guardian e dos americanos The New York Times e The Washington Post.

Segundo Mona, forças de segurança do ministério do Interior a mantiveram presa durante 12 horas. Ela afirma que foi abusada por "cinco ou seis" homens durante esse período e exibiu fotografias mostrando ferimentos nas mãos e no braço.

- Cinco ou seis homens me cercaram, apertaram meus seios, agarraram meus genitais e eu perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar nas minhas calças.

A jornalista foi libertada com um pedido de desculpas dos militares, mas disse que não recebeu nenhuma explicação sobre o motivo porque foi presa.

Mona afirma que teve o braço quebrado pelas forças de segurança. Ela postou uma foto no Twitter em que aparece com o membro engessado. Em outra, ela mostra a mão esquerda e diz que "está tão inchada que não consegue nem fechá-la".

- As últimas doze horas foram doloridas e surreais, mas eu sei que pegaram muito, muito mais leve comigo do que com tantos outros egípcios.

Segundo o jornal britânico The Guardian, um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos no Cairo lamentou o episódio "preocupante" e disse que as autoridades americanas vão cobrar explicações.

Mona Eltahawy tem dupla cidadania, egípcia e americana, e escreve para os jornais The Guardian (Reino Unido), The Washington Post e The New York Times (EUA).

Fonte: R7