Sergipe

09/11/2011 às 18h31

Carioca de classe média alta é encontrada vivendo como mendiga em SE

Redação Portal A8
Agnaldo de Jesus Rafael, 28 anos, é acusado de manter a jovem carioca em cárcere privado. (Foto: Divulgação)

A jovem de 24 anos, olhos azuis, cabelos loiros, grávida e de classe média alta estava vivendo como mendiga e sendo mantida refém pelo próprio companheiro, Agnaldo de Jesus Rafael, 28 anos. Segundo a polícia, tudo começou quando a vítima, que é carioca, se mudou para Aracaju, onde queria acompanhar o crescimento dos filhos pequenos que moram com o pai. Pouco tempo depois de fixar residência na capital sergipana ela desapareceu.

A família veio do Rio de Janeiro em busca de ajuda na Delegacia de Grupos Vulneráveis. "Os dois irmãos informaram que a jovem veio para cidade de Aracaju fixar residência, e, que ela estava vivendo com um ex-presidiário. Os dois estavam morando nas ruas do centro da cidade. A vítima disse em depoimento que a todo momento era ameaçada pelo namorado e sempre retirava do banco dinheiro para ele", relata a delegada Érika Farias.

Após dois meses de investigação, a jovem foi encontrada vagando pelas ruas onde vivia como mendiga e usando crack com o companheiro. Ela relatou que era obrigada a se prostituir e sacar altos valores. Durante um período de sete meses a jovem retirou da conta, dinheiro proveniente da herança dos pais, mais de R$ 35 mil para sustentar o vício dela e do namorado também.

Essa já é a segunda vez que a jovem é acolhida pelos parentes. Ela retornou ao Rio de Janeiro no ano passado para fazer um tratamento de desintoxicação, mas fugiu e acabou voltando para Aracaju. Conheceu Agnaldo, mendigo e ex-presidiário, ficou grávida dele e era mantida refém por causa do dinheiro que tinha na conta.

Agnaldo foi preso na tarde da última terça-feira (8) e a jovem, que não teve o nome revelado a pedido da família, aguarda os parentes para voltar ao Rio de Janeiro. "É mais um caso que mostra a droga destruindo a vida de uma pessoa. Ela veio do Rio de Janeiro por causa dos filhos e acabou nesta situação", conclui a delegada Érika Farias.