Sergipe

05/09/2011 às 16h28

Homem se acorrenta em portão de posto de saúde

Entre as reivindicações, o homem pedia a saída da atual gerente do Posto, que fica na Coroa do Meio

Redação Portal A8

Insatisfeito com o atendimento no posto médico do bairro Coroa do Meio, um usuário da unidade de saúde Hugo Gurgel resolveu se acorrentar a um dos portões do prédio. Entre as reivindicações, o homem pedia a saída da atual gerente do Posto.

Com uma corrente amarrada na cintura o comerciante Jorge Santos protestou contra a negligência da unidade e teve o apoio da comunidade. "Estou aqui acorrentado por causa da necessidade, diante dos maus tratos realizados por funcionários do posto de saúde. Se a diretora não sair pode até acontecer um confronto", declarou o comerciante que destacou. "O Ministério Público já está ciente do nosso problema com a diretora, inclusive pediram que ela fosse mais flexível com a comunidade", relatou.

Apesar dos transtornos ocasionados pelo protesto, os usuários concordaram com a manifestação. Integrantes do conselho de saúde do bairro também se queixaram dos serviços prestados pelo Posto, entre eles a demora na realização de exames de baixa e média complexidade. Alguns estão atrasados há mais de um ano.

A dona de casa Josefa Tereza dos Santos está há um ano e oito meses esperando por um exame. "Eu nunca consigo marcar e aqui no Posto dizem que é assim mesmo e que eu tenho que ter paciência. Enquanto isso vou tomando medicações que não são certas para o meu problema de saúde", afirmou.

Já a gerente do posto de saúde, Kelly Oliveira, se mostrou surpresa com a manifestação. "Sempre achei que tivéssemos uma boa relação. Já autorizei alguns exames e não sei por que isso agora", declarou a gerente. "Não recebo reclamações de maus tratos e quando ocorre algum problema semelhante chamo o responsável para esclarecer o ocorrido".

Em relação a demora na realização dos exames, a gerente da Unidade afirmou que já estão sendo tomadas providências. "A gestão já está contratando prestadores, inclusive já ocorreram vários exames que não eram realizados e com certeza é um problema que a gestão está resolvendo", finalizou.

O homem só foi desacorrentado três horas depois do protesto com a chegada de gestores da Secretaria Municipal de Saúde.