Sergipe

04/11/2010 às 08h21

Professores de Pirambu continuam em greve

A greve dos professores de Pirambu completou 30 dias nesta quinta-feira (05) e a classe está revoltada com a prefeitura municipal que ainda não se reuniu com os os docentes para negociações.

Redação Portal A8

A greve dos professores de Pirambu completou 30 dias nesta sexta-feira (05)  e a classe está revoltada com a prefeitura municipal que ainda não se reuniu com os os docentes para negociações.

Os educadores realizaram, quarta-feira, (03), uma caminhada pela cidade. Os educadores, em greve desde o dia 05 de outubro, protestam pela intransigência da prefeitura municipal em abrir a negociação pela revisão do valor do piso salarial (R$1.024,67). 

Na próxima terça (09), à noite, os professores se dirigirão a Câmara de Vereadores para buscar apoio dos parlamentares. Em duas audiências, os professores e a prefeitura não chegaram a um acordo. O sindicato buscou a intermediação do Ministério Público, que na figura do promotor Nilzir Soares legitimou o pleito dos professores.

"O promotor Nilzir Soares colocou-se a disposição para buscar um entendimento e comprometeu-se a buscar uma audiência com a presença do prefeito para que pudéssemos chegar a um acordo", disse José Francisco Andrade, diretor do Departamento de Bases Municipais do SINTESE.

Câmara de Vereadores

Convidada pelos pais de alunos a fazer um pronunciamento na tribuna livre da Câmara de Vereadores, a deputada estadual Ana Lucia expôs a problemática vivida pelos professores. A sessão contou também com a presença do prefeito José Nilton de Souza que colocou os motivos por não dar a revisão do piso como prevê a lei.

O sindicato e a prefeitura chegaram a um entendimento de fazer um estudo conjunto da folha de pagamento para buscar uma solução. Uma reunião foi marcada, na sede do sindicato, mas a comissão de negociação do SINTESE e a direção executiva foram surpreendidos com um ofício enviado pela prefeitura de que as negociações estavam fechadas e que o Poder Executivo só se pronunciaria após decisão judicial sobre o pedido de ilegalidade da greve.

Com informações do Sintese