Sergipe

27/04/2010 às 19h38

Acidentes de trabalho em Sergipe aumentam em mais de 30%

De 2006 a 2008 foram registrados em Sergipe 7.661 acidentes de trabalho.

Redação Portal A8

Na data que marca o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, dia 28 de abril, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT/SE), chama a atenção das pessoas para os altos índices de acidentes envolvendo trabalhadores.

O operário Edilson da Silva Santos, 31, morreu no dia 03 de março ao cair dentro da betoneira (Foto: Atalaia Agora)

Os números são assustadores: no período de 2000 a 2008 foram registrados 4.366.663 acidentes e 25.484 mortes por acidentes do trabalho. Isso significa dizer que a cada hora 55 pessoas sofrem acidentes de trabalho no Brasil e que por dia morrem 7 pessoas.

De acordo com os Ministérios de Previdência Social e do Trabalho e Emprego, de 2006 a 2008, foram registrados em Sergipe 7.661 acidentes de trabalho. Comparando 2008 a 2006, houve crescimento de 32,9 %, ou seja, em dois anos houve crescimento de um terço no número de acidentes.

Segundo o procurador do Trabalho, Ricardo Carneiro, o Ministério Público do Trabalho, o qual tem o objetivo de evitar que as doenças e os acidentes de trabalho ocorram, tem atuado em todos as questões relacionadas ao meio ambiente de trabalho, que variam desde a prevenção até o ajuizamento de ações.

De janeiro de 2009 a abril de 2010, o MPT recebeu 49 denúncias relacionadas a meio ambiente do trabalho e mais de 40 empresas foram investigadas. Essas denúncias resultaram em 16 acordos com empresas, que variam de pagamento de multa até reparação do problema.

Ricardo Carneiro acrescenta ainda que, principalmente nesta data, não podemos esquecer dos setores que atingem silenciosamente a saúde do trabalhador como a LER/DORT.

Digitadores, secretárias, bancários, operadores de linha de montagem, operadores de Call Center e telemarketing, são os que mais apresentam esse tipo de doença. De acordo com procurador do Trabalho, na maioria dos casos, eles só percebem que estão doentes quando já estão muito debilitados, já que nos graus iniciais, a doença é muitas vezes imperceptível ao trabalhador.

Um fator que tem chamado a atenção, é que nos últimos anos tem crescido bastante, o índice de trabalhadores com transtorno mental e psíquico. Muitos desses casos estão relacionados com o preconceito que os portadores dessas doenças sofrem no ambiente de trabalho.

Fonte: MPT/SE