Sergipe

22/01/2010 às 14h20

Bombeiros de Sergipe estão preparados para ajudar no Haiti

A solicitação é da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom)

Redação Portal A8

Estão sendo mobilizados em todo o país bombeiros com especialização no trabalho em estruturas colapsadas para atuar no Haiti. Em Sergipe, dez bombeiros e três cães já estão preparados para viajar com a missão de auxiliar na busca e salvamento das vítimas do terremoto.

"Estamos em contato direto com o presidente da Liga, coronel Carlos Eduardo Poças Amorim Casa Nova, e a informação é de que não se tem uma data para o embarque desses bombeiros que estão sendo cadastrados. Isso vai depender de uma solicitação do Governo Federal", afirmou o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE), coronel Nailson Melo Santos.

Os dez bombeiros recrutados possuem o Curso de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC). "É um curso com algumas especificidades. O resgatista aprende a se aproximar utilizando técnicas especiais, sempre com os joelhos no chão, para ter uma maior estabilidade. Ele utiliza equipamentos mais leves, já que é uma estrutura instável. Além disso, são utilizadas marcações internacionais, para que qualquer profissional que passe por aquele local identifique que ali há uma vítima, por exemplo", explica o tenente Valter Alves de Oliveira.

O tenente é um dos bombeiros sergipanos cadastrados e fala da expectativa para a missão. "É uma oportunidade única de poder atuar numa grande missão como essa, poder ajudar de alguma forma", afirma o tenente Valter. Ele e os outros cadastrados já estão providenciando as vacinas necessárias e o passaporte.

Ajuda de cães

Os bombeiros sergipanos vão contar ainda com o apoio de três cães treinados para a busca de vítimas. Em desastres como o que assolou o Haiti, eles são importantes reforços para as equipes de resgate. Um dos cães inclusive já participou da missão nos temporais de Santa Catarina, sendo o primeiro dos 26 animais no local a encontrar uma vítima.

"Esses cães passam por treinamentos diários. Primeiro eles são estimulados a criar um vínculo com um determinado brinquedo. A partir daí é colocado um odor humano nesse brinquedo, que ele passa a buscar em diversas situações simuladas, como em escombros. Então na situação real, ele vai estar procurando a vítima, que para ele é o brinquedo, e quando isso acontece ele sinaliza com latidos", conta o sargento Elielson Silva.

Fonte: SSP

 

Três cães farejadores também irão participar da operação (Foto: SSP/SE)