Sergipe

19/03/2009 às 17h48

Aracajuanos vão ficar sem ônibus a partir da próxima terça-feira(24)

Redação Portal A8

A partir de terça-feira(24) os aracajuanos vão ficar sem transporte coletivo. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira(19), depois de muita confusão e tumulto durante a assembléia dos rodoviários. Os motoristas e cobradores ficaram insatisfeitos com a proposta de aumento salarial de 6,5% mais R$ 205 em ticket refeição, apresentada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviários do Município (Sintra), João Batista, juntamente com o representante do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Setransp), Carlos Amâncio.

"A categoria tinha solicitado um aumento em torno de 14%, mas o cumprimento de horas trabalhadas. Só que o senhor João Batista levou a proposta dos patrões. Os motoristas e cobradores não aceitaram e optaram pela greve, então Batista deu as costas à categoria e se retirou da assembléia", informou o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Aracaju (Simco), Adriano Oliveira.

O sindicalista explica que, como não houve tempo de informar aos órgãos competentes sobre a greve dos rodoviários, segunda-feira dia 23 os coletivos irão rodar normalmente até meia-noite. "A greve começa nas primeiras horas da terça-feira(24).

Atualmente um motorista de ônibus ganha R$995,00 e um cobrador R$ 550. Eles teriam que trabalhar seis horas corridas, mas chegam a trabalhar 10 horas por dia sem ganhar hora extra. "As empresas não respeitam os funcionários. Quando há um assalto nos ônibus, os cobradores são obrigados a pagar o valor roubado. Também já estamos com a documentação que prova que as empresas recolhem o FGTS e não repassa. Quem fica no prejuízo é sempre o trabalhador", afirmou Oliveira.

Passeata - Os rodoviários fizeram uma até o Terminal de Integração do Distrito Industrial de Aracaju(DIA), para informar aos colegas a decisão da greve para terça-feira. "Todos ficaram satisfeitos com a decisão da greve. A categoria não aceita mais tanta humilhação. Só para ter uma idéia, em 1995 um motorista ganhava em torno de cinco salários mínimo agora não chega a três. É um absurdo pelo nível de estresse que o trabalho exige", reclamou o sindicalista.