Sergipe

23/02/2009 às 16h42

Wanderlê propõe debate sobre usina nuclear

Preocupado com a notícia de possível implantação de uma usina nuclear em Sergipe, o deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB-SE) quer colocar o tema em discussão durante programação do encontro regional sobre a transposição das águas do rio São Francisco.

Redação Portal A8

O deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB) quer colocar a questão da usina nuclear na pauta da programação do encontro regional sobre a transposição das águas do rio São Francisco, que acontece nos próximos dias 5 e 6 de março, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.
"Esse é um momento oportuno. Nós estamos na iminência de receber quatro usinas nucleares no Nordeste, à margem do rio São Francisco, para gerar energia. A gente tem se posicionado contrário, nesta Casa, à vinda das usinas", disse, informando que o governo da Bahia já sinalizou para a realização de um consórcio com o governo de Pernambuco para receber as usinas.

O parlamentar afirmou que vê essa questão com muita preocupação e entende que é um equívoco do governo federal a retomada do projeto nuclear brasileiro. Na semana passada, Wandelê esteve na cidade de Caitité, na Bahia, onde passou três dias, conversando como moradores, vítimas do efeito do urânio, além de visitar o entorno da mina que extrai urânio no município. "Fiquei muito preocupado com o que vi naquela cidade e várias entidades já denunciaram a contaminação de poços artesianos naquela comunidade por urânio", disse o deputado, que está preparando um documentário sobre a visita para ser exibido na Assembleia.

Ele lembrou que durante o Encontro da Bacia do São Francisco, realizado em Aracaju, esteve com o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro, que perguntado sobre essa contaminação em Caitité afirmou que era normal. "Mas não é assim. Desde o processo de extração do urânio, que está impregnado de rocha, são feitas explosões, que já desprende poeira de urânio em vasta extensão e nesse processo de produção nem todo urânio é extraído da rocha, ficando uma parte que vai para um local chamado `bota-fora`. Lá, sobre o efeito da chuva, acabam indo dejetos de urânio para bacias e rios, havendo infiltração no solo", relatou.

Prova disso, segundo Wanderlê Correia, é que o Instituto Nuclear Brasileiro (INB), que cuida da mina de extração em Caitité, já teve lacrado quatro poços na região. A água que é usada para lavar urânio nas rochas é extraída de 80 poços artesianos que ficam localizados nas propriedades das pessoas que ainda moram na região. "E o pior, no entorno da mina não tem nem água para beber", afirmou.

O urânio extraído em Caitité, que abastece as usinas nucleares do país, segue transportado em carretas para o porto de Salvador, onde vai para Canadá, de lá para a Holanda, até retornar para o Brasil, já no processo de enriquecimento. Com a entrada em funcionamento da usina Angra 3, o município baiano vai duplicar sua produção do minério, de 400 toneladas para 800 toneladas. "Duplicando também os problemas", garantiu.

O deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB) quer colocar a questão da usina nuclear na pauta da programação do encontro regional sobre a transposição das águas do rio São Francisco, que acontece nos próximos dias 5 e 6 de março, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.
"Esse é um momento oportuno. Nós estamos na iminência de receber quatro usinas nucleares no Nordeste, à margem do rio São Francisco, para gerar energia. A gente tem se posicionado contrário, nesta Casa, à vinda das usinas", disse, informando que o governo da Bahia já sinalizou para a realização de um consórcio com o governo de Pernambuco para receber as usinas.

O parlamentar afirmou que vê essa questão com muita preocupação e entende que é um equívoco do governo federal a retomada do projeto nuclear brasileiro. Na semana passada, Wandelê esteve na cidade de Caitité, na Bahia, onde passou três dias, conversando como moradores, vítimas do efeito do urânio, além de visitar o entorno da mina que extrai urânio no município. "Fiquei muito preocupado com o que vi naquela cidade e várias entidades já denunciaram a contaminação de poços artesianos naquela comunidade por urânio", disse o deputado, que está preparando um documentário sobre a visita para ser exibido na Assembleia.

Ele lembrou que durante o Encontro da Bacia do São Francisco, realizado em Aracaju, esteve com o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro, que perguntado sobre essa contaminação em Caitité afirmou que era normal. "Mas não é assim. Desde o processo de extração do urânio, que está impregnado de rocha, são feitas explosões, que já desprende poeira de urânio em vasta extensão e nesse processo de produção nem todo urânio é extraído da rocha, ficando uma parte que vai para um local chamado `bota-fora`. Lá, sobre o efeito da chuva, acabam indo dejetos de urânio para bacias e rios, havendo infiltração no solo", relatou.

Prova disso, segundo Wanderlê Correia, é que o Instituto Nuclear Brasileiro (INB), que cuida da mina de extração em Caitité, já teve lacrado quatro poços na região. A água que é usada para lavar urânio nas rochas é extraída de 80 poços artesianos que ficam localizados nas propriedades das pessoas que ainda moram na região. "E o pior, no entorno da mina não tem nem água para beber", afirmou.