Sergipe

18/02/2009 às 13h59

Gilmar quer tratamento igual para membros da PC e PM

O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSB) revelou ontem que a sua assessoria já está estudando os mecanismos jurídicos necessários para propor ao governo algumas mudanças na Secretaria de Segurança Pública (SSP), principalmente no tratamento diferenciado dado a um grupo de delegados.

Redação Portal A8

 

O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSB) revelou ontem que a sua assessoria já está estudando os mecanismos jurídicos necessários para propor ao governo algumas mudanças na Secretaria de Segurança Pública (SSP), principalmente no tratamento diferenciado dado a um grupo de delegados da Polícia Civil e a coronéis da Polícia Militar, por força de lei.

Segundo o deputado, hoje existe um grupo de 18 delegados - chamado 18 do Forte - que à época da instituição do quadro de delegados de carreira a Assembleia aprovou uma lei, sancionada pelo então governador Albano Franco (PSDB), para que eles tivessem o direito de trabalhar apenas em Aracaju. No seu entender, esse privilégio fere o princípio da isonomia.

"Colocaram os delegados mais experientes, por força de lei, articulada por eles e aprovada por esta Casa, para trabalhar apenas na capital. São servidores privilegiados na estrutura do serviço público neste Estado", disse. Para Gilmar, é preciso que se acabe com esses privilégios. "Nada contra os 18 delegados, mas isso é inadmissível. Não podemos criar um apartheid dentro da Polícia Civil em nosso Estado", criticou Gilmar.

Por outro lado, disse o deputado Gilmar Carvalho, pela legislação da Polícia Militar, os coronéis só trabalham na capital, também por força de lei. "Os coronéis trabalham na capital e o interior que se lixe", desabafou, ressaltando que "desafio qualquer membro da Polícia Militar que me traga a relação dos 30 coronéis e aponte onde é que mais da metade trabalha. Garanto, com segurança, que a minoria não trabalha", afirmou.

Ele disse que os batalhões da PM no interior só são comandados por tenentes-coronéis, também de acordo com a lei. No entanto, o deputado ressaltou que boa parte dos tenentes-coronéis não aceita ir para os batalhões, mesmo com a legislação informando que só eles poderiam comandar batalhões. "E fica por isso mesmo", completou Carvalho.